PS: e só não usei de novo porque iria visitar um outro no caminho. Mas isso é outra história, em breve contada aqui ;)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Posto Rede Lago Azul - UPDATE
PS: e só não usei de novo porque iria visitar um outro no caminho. Mas isso é outra história, em breve contada aqui ;)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Posto Rede Lago Azul, Rod. Anhanguera, km 72 – Louveira/SP
Nessas idas e vindas de São Paulo quase que semanais, não pude deixar de notar as várias redes de estabelecimentos de conveniência que permeiam o sistema Anhanguera – Bandeirantes, entre Campinas e São Paulo. Percebendo essa oportunidade de mapear esses banheiros de beira de estrada, eis que resolvi dar início uma série de visitas que, caso a natureza permita e eu estiver ao volante, será a primeira de muitas.
Essa primeira deu-se numa manhã de sábado que, na pressa de sair, vi que não teria dinheiro suficiente para pagar os muitos pedágios até a pauliceia. Então, após o pagamento do primeiro deles, fiz uma parada estratégica em um dos postos da rede Lago Azul, em Louveira, para fazer uma retirada. E, aproveitando o ensejo, um depósito pra lá de especial.
As instalações do local impressionam. Junta não somente posto de gasolina e lanchonete/restaurante, mas também hotel, centro de convenções, capela e tudo o mais. Se não me engano esse Lago Azul é o primeiro da rede, o que lhe confere um status histórico. Entrei no restaurante e encontrei de cara os caixas eletrônicos no corredor. Continuando por esse corredor finalmente encontrei os banheiros, bem lá no fundo.
Dada a distância, se estivesse realmente apertado estaria com problemas. Contudo, valeu a caminhada. As instalações são bem amplas, o que me lembrou até aqueles banheiros de clube ou de academia. O movimento estava bem tranquilo e pude entrar na primeira cabine que eu vi.
De pronto vi em alguns detalhes o cuidado com o viajante, principal público do local. Havia uma cestinha, tipo porta-treco de um lado da parede e do outro, logo acima do papel higiênico um apoio para pendurar casacos e afins. O mármore do chão e os azulejos da parede denotavam sua idade, talvez pelo fato de ser ali o mais antigo posto da rede; porém estavam limpos e em bom estado.
Entre as paredes de granito existem pequenos vãos, que podem ser úteis quando você é pego numa emergência sem papel e pode pedir um pedacinho ao lado do vizinho. O rolo de papel e o lixinho eram funcionais e não apresentavam nada de inovador. A porta, branca, também resistia imaculada, mesmo com a alta frequência de visitantes que se aliviam ali, ávidos por deixar suas mensagens para a posteridade.
A única curiosidade foi após dar a descarga, quando saí e notei que havia apenas um porta-protetor de assento do lado de fora das cabines. Talvez fosse o caso de ter, ao menos, mais um na outra extremidade do local. De qualquer forma, deve ser um pouco constrangedor pegar seu protetor discretamente antes de entrar e fazer o que tem que fazer lá dentro.
* Sendo, 1 privada péssima e 5, ótima!
PS: Que puxa, esqueci de fotografar o vaso de novo! Em breve novas fotinhas ;)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Empório Dona Bella - Campinas/SP
Cheguei um pouco depois das 17h, com a vã esperança de provar a deliciosa feijoada do local, porém tudo que encontrei foi o sertanejo rolando no palco ao vivo e meus amigos esbanjando simpatia, especialmente com minha chegada surpresa ao local. Rapidamente, já estava de copo na mão, saboreando meu whiscola, quando percebi que poderia fazer algo mais que apenas curtir aquele mini happy hour.
Pelo adiantado da hora e pelo volume de marmanjos que já poderiam ter estragado o vaso masculino, cheguei a cogitar se aquilo seria mesmo uma boa ideia. O problema era que eu tinha duas opções: ou deixar o bar e correr para apartamento ou encarar sentado mais esse desafio. Destarte, lá fui eu em busca do banheiro do Dona Bella.
Com muito custo, consegui passar pela barreira de pessoas no salão e chegar ao dito cujo. Composto por três mictórios e duas cabines, as instalações, em tese, não comprometem. Divida por uma parede de mármore, a cabine que eu escolhi para o ato era simples e até habitável, considerando o horário.
Cotação: 3 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Hibiscus, Praia de Ipioca/AL
Após conhecermos o litoral sul do estado no dia anterior, aproveitamos o domingo na Praia de Sonho Verde, lugar belíssimo e mais que perfeito para recarregarmos as energias para a segunda-feira que já nos espreitava na pauliceia. Já no retorno à Maceió, resolvemos de aproveitar a dica de uma amiga e visitar o Hibiscus, bar e restaurante de frente para a Praia de Ipioca.
Dentro de um condomínio fechado, o estabelecimento realmente vale a visita. É um lugar para se passar o dia, com lounges de descanso e tudo o mais para o seu conforto. O problema, na verdade, eram dois. O primeiro é que o dia naquelas bandas parece acabar um pouco mais cedo – lá pelas 4 da tarde o sol começa a ir embora e as pessoas idem. O segundo, que os garçons já não estavam com a menor vontade de atender clientes de última hora como a gente.
Com ou sem atendimento, o lugar era ótimo e aproveitamos ali mesmo o final da tarde. A estrutura do lugar era tão boa que me fez lembrar que desde a outra praia estava querendo deixar uma lembrança no vaso mais próximo. Nem pensei duas vezes: antes de nos mandarem embora, tratei de ir ao banheiro em frente.
Cotação: 3,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Viação Cristália - Entre Campinas e São Paulo/SP
Após uma semana em Campinas, eis que já era hora de voltar para estrada. Assim, sábado logo pela manhã, fui até a bonita rodoviária local para pegar um ônibus para São Paulo, onde passaria o sábado e domingo, em um sistema de bate-e-volta que se tornaria rotineiro dali para frente.
Era pouco antes das 11 da manhã quando finalmente entrei no ônibus. Alternativo que sou, deixei de pegar o tradicional Cometa para escolher a valorosa Viação Cristália que sairia um pouco antes. Uma decisão que se mostrou inútil, já que meu ônibus não só chegou atrasado, como ainda saiu depois dele. De qualquer forma, fiquei feliz com O Estado de São Paulo que ganhei logo ao entrar, já que quase 2 horas de viagem podem ser bem maçantes, especialmente sem uma boa leitura.
Seguimos pela Anhanguera, rodovia que não leva mais trema e que me levou para vários destinos nestas minhas andanças. Tamanha intimidade com o percurso, aliada às poucas curvas da estrada e a um catalizador clássico como a leitura de um jornal, fez com que surgisse aquela vontade de ler o caderno de Esporte noutro lugar. Mais precisamente no banheiro, que estava bem ali, ao meu lado.
Tomado pelo impulso, não pensei duas vezes e fui fazer a experiência. De cara, fiquei fascinado pelo total aproveitamento do espaço minúsculo, repleto de compartimentos para serem descobertos. A vista da estrada também era privilegiada da janelinha ao alcance das minhas mãos. Além disso, o assento também era preso por um sistema de molas, que só baixava quando fosse realmente utilizado. Traquitana esta que poderia ser utilizada também em banheiros de casais em que a mulher vive reclamando do seu companheiro, que nunca levanta a tampa do vaso na hora do nº 1.
Sentei e esperei a natureza seguir seu curso, quando percebi que estava por forçar uma barra, por assim dizer. Não era possível. Tal qual Baloubet Du Rouet, refuguei. Pior, tal qual Mercadante, revoguei o que parecia ser irrevogável. Um misto de frustação e prisão de ventre tomou conta de mim, que saí em seguida da cabine. Voltei para minha poltrona, refletindo sobre a oportunidade perdida de um post inusitado. Parecia o fim mas, antes da chegada à Capital, descobri que meu intestino é brasileiro e não desiste nunca.
Voltei para dentro para terminar aquele negócio não resolvido, desta vez com o Caderno 2 na mão. Foi aí que constatei que, mesmo pequeno, eu até que tinha espaço para me movimentar com um certo conforto. Voltei a atentar a praticidade do local a partir do próprio vaso.
Apesar de ser feito de um material parecido com fibra ou algo assim, sua "cuia" era metálica, provalvelmente a fim de facilitar a sua limpeza posterior. Todo o resto do ambiente ao meu redor usava essa mesma fibra. À minha frente, havia uma barra que devia ser usada, tanto numa manobra mais brusca do ônibus, bem como quando fosse preciso fazer uma força a mais ali. Um pouco abaixo dela, encontravam-se os compartimentos de onde saia o papel higiênico e a lata de lixo, acionada por um pedal, ao alcance do meu pé esquerdo.
Atrás de mim, à esquerda, estava uma pequena pia, bem funcional também, além do espelho e a própria descarga. Dispositivo, aliás, que não sei se é movido à vácuo ou por algum outro sistema, porém, diferente de tudo que havia utilizado até então.
Na dúvida, em um gesto de boa vizinhança com os poucos passageiros do ônibus, mantive a janelinha aberta para evitar maiores constrangimentos.
Entre suspenses e reviravoltas, no final tudo acabou bem. E me deixou curioso para, um dia, descobrir como devem ser os banheiros dentro dos aviões de carreira.
Cotação: 3,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Bar Manga Real - Campinas/SP
Vida nova de novo em 2009. Em um ano onde a rotina passou longe, nada como celebrar minha primeira semana em Campinas de uma forma insólita: em um happy hour no bar Manga Real, em plena segunda-feira.
Ao chegar, meu amigo que gentilmente me ofereceu guarita nestes primeiros tempos, gentilmente já me esperava numa mesa com dois copos de uísque com Cola-Cola ou, simplesmente, whiscola para os mais iniciados. Logo em seguida chegariam outros companheiros de copo, para uma noite de muita música sertaneja, quitutes e boas risadas.
Eram, sem dúvida, novos tempos. Nada como estar entre amigos, em uma terra que já conhecia de outrora. E de tantos banheiros que usei e abusei, antes de iniciar o Já Caguei Aqui. Portanto, usar o banheiro da casa naquela noite, não era apenas uma questão de sair do aperto: era também um acerto de contas com o passado.
Nesse momento, o movimento do bar já começava a crescer e, nos banheiros localizados ao lado do palco, não era diferente. Entrei no masculino e de cara vi as duas cabines onde poderia realizar meu trabalho. A primeira delas, de tamanho normal estava ocupada, o que me sobrou, novamente, a reservada a deficientes físicos. Não pude deixar de pensar em um certo déjà vu na situação. Mas, no final, percebi que aquele vaso era perfeito para mim, pois naquele momento estava com necessidades bem especiais.
Sendo assim, entrei e aproveitei o amplo espaço interno da cabine. As barras de acesso, contudo, davam a impressão de estarem um tanto carcomidas pela ferrugem. Outra decepção foi encontrar o compartimento onde ficaria os papéis para assentos vazio.
O restante da decoração era formada por azulejos pretos, meia-barra, que combinavam com o piso, de coloração mais azulada. Logo acima da barra e do vaso onde me encontrava, havia um registro, que acabou sendo prático deveras na hora de pendurar a jaqueta que prendia meus braços ali. Feitas de fórmica de cor neutra, as cabines eram simples, tal qual a sua tranca. O interessante era o vão entre a cabine e o chão que, apesar de sua base estar enferrujada, podia ser de grande valia, na hora de pedir um pouco de papel higiênico, numa eventual emergência.
Saí de lá com sensação de ter acertado minha dívida com os banheiros campineiros, com o garbo e elegância que me é peculiar. Agora é questão de encontrar todos os outros e pagar com juros e correção sanitária.
Cotação: 3 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Ribeirão Shopping - Ribeirão Preto/SP
Últimas horas em Ribeirão Preto, após um mês de peripécias, boas histórias e muito trabalho. Estava numa correria danada, fazendo malas, pagando contas, enfim, levantando o acampamento para resolver tudo antes do meio-dia e pegar a estrada para a longa viagem de volta.
Apesar do saldo positivo da experiência, sentia naquela manhã de segunda uma certa melancolia, que só fazia crescer, à medida que as horas passavam, chegando ao ponto de ficar desconfortável. Foi quando percebi que não era melancolia o que estava sentindo. Tudo não passava de um mais chamado do meu corpo para que a natureza seguisse seu curso.
Como estava tirando dinheiro para os 2578 pedágios entre Ribeirão Preto e Santos no Ribeirão Shopping, aproveitei o ensejo para visitar um dos muitos banheiros do local. Pela proximidade de casa, já havia percebido o potencial daqueles lavatórios mas, até então, nada digno de um relato. Entretanto, quis o destino que, logo no último dia, eu encerrasse minha aventura na califórnia brasileira em grande estilo.
Como todos eram iguais em tamanho e estilo, optei por entrar no primeiro que eu achei. Era um belo de um sanitário, grande e espaçoso. Logo à esquerda de quem entra, estão cerca de 15 mictórios, bem distribuidos e divididos por uma parede; as pias e as cabines, mais à direita. Ao entrar na primeira que vi disponível, a primeira decepção: sujo. Ainda estava cedo, mal havia passado das 11h e já estava naquele estado, todo molhado. O bom é que não faltavam cabines, deviam ter outras dez disponíveis, então parti tranquilamente para a seguinte.
Esta, mais limpa, já estava mais de acordo com o que eu esperava. Espaçosa, possuia pisos e azulejos de qualidade e modernos, como o próprio shopping. Continha, também, logo acima da cabeça, uma prateleira de granito, do mesmo material das divisórias entre uma cabine e outra. O porta papel higênico e o lixinho, apesar de não ser novidade, ornavam muito bem no conjunto da obra. Fiquei impressionado deveras com a válvula da descarga, meio high-tech, que não decepcionou na hora de ser acionada. Por último, a luz indireta e a música ambiente davam um ar mais intimista, num momento que tudo que você mais quer é estar consigo mesmo.
Dei descarga na minha melancolia e saí de lá com corpo e espírito mais leves. Foi com essa sensação que deixei o Ribeirão Shopping e, horas mais tarde, a cidade de Ribeirão Preto, certo do dever cumprido e pronto para novas aventuras, em busca da latrina perfeita.
Cotação: 3,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Panificadora Skalla - Ribeirão Preto/SP

Passar um mês em Ribeirão Preto foi uma experiência emocionante em todos os sentidos. A começar pela minha chegada na cidade, após 3 horas de viagem e ter pago todos os pedágios do mundo, antes de ir direto para a nova agência.
Era normal que eu estivesse mais que ansioso, não apenas para começar, mas também para achar o local, em um cronograma que não poderia ter erros. Estranho mesmo, era a já desesperadora vontade de ir ao banheiro que tomava conta de mim àquela hora da manhã ao volante.
Por sorte, consegui achar sem muita dificuldade o endereço, estando lá meia hora antes do combinado. Que alívio! Não seria de bom tom, tampouco apropriado, me apresentar em um emprego novo todo apertado tal qual estava. Sendo assim, aproveitei o ensejo para fazer um reconhecimento das rendondezas. Não deu para ser nada muito elaborado, obviamente, tanto pelo horário, quanto por minha situação periclitante. Foi aí que, na esquina da avenida, avistei uma padaria que poderia me servir bem e, quiçá, me servir sempre.
Infelizmente, não era bem esse o caso. A Panificadora Skalla tinha um aspecto simples e servia almoço também, como pude perceber pelas mesas dispostas. Já sabia para onde sair ao meio-dia, mas banheiro que era bom, nada. Encontrei uma boa alma que trabalhava lá, que finalmente me indicou os fundos do estabelecimento.
Estava claro: não era um banheiro aberto à clientela. De qualquer forma, fui surpreendido pelo banheiro masculino estar simplesmente desativado. Sem pestanejar, abri o banheiro feminino e entrei. Era um local estreito, tipo com 1,5m de largura por 3 de comprimento e pé direito alto, com a pia logo na entranda e o vaso lá no fundo, meio abandonado, até.
Minhas suspeitas sobre a restrição do banheiro se confirmaram já que vi uma touquinha que as meninas usam no balcão esquecida lá em um gancho na parede. Parecia limpo, no geral. Aliás, tão limpo que havia sido inspecionado e aprovado pelo Centro de Zoonoses local, o que suscitava dúvidas sobre que tipos de animais frequentavam os banheiros dali.
O papel higiênico, o vaso em si e o lixinho eram simples, mas de coração. Problemas mesmo tive com a descaga. Tenho que admitir que fiz um belo estrago na louça, entretanto, a pressão da válvula era muito fraca. Fiz o que pude para não deixar vestígios da minha presença lá. Contudo, no final, limpa mesmo só ficou a minha consciência.
Saí de lá com a sensação de que, após minha insólita visita, o banheiro feminino da padoca ficaria também interditado naquela manhã.
Falha nossa: no afã de sair rapidamente do local, acabei por esquecer de fotografar o vaso. Fica pra próxima.
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Outback Shopping Anália Franco – São Paulo/SP
Nada como comparecer em um aniversário onde o presente quem ganha é você. Foi nesse clichê tosco que eu e minha namorada pensamos, quando descobrimos que o almoço de aniversário da mãe dela naquele domingo seria celebrado no Outback, no Shopping Anália Franco. Assim, o que poderia ser apenas um compromisso familiar normal tornou-se uma deliciosa oportundidade de colocar meus instintos ogros em ação, detonando um Ribs on the Barbie, batatas, sobremesas e afins.
Como ela mora perto dali e minha namorada conhece todas as quebradas da Zona Leste, chegamos lá sem maiores percalços, na tradição nossa de abrirmos os lugares na hora do almoço. Não precisamos sequer pegar fila pela mesa, já tinha uma pronta para a gente. Espera mesmo, só pela netas, a outra filha e o genro que estavam a caminho. A caminho, também, havia algo em mim prestes a sair down under e que não podia mais esperar. Então, à francesa, fui descobrir o que um banheiro tipicamente australiano poderia me oferecer.
As instalações em si eram mais simples do que eu pensava. Haviam alguns quadros que remetiam à terra dos cangurus e tudo, porém não havia uma decoração específica para o local. Parecia, inclusive, que seu piso e azulejos de parede seguiam o padrão do shopping, o que para mim foi decepcionante. Mesmo assim, era tudo bem asseado, dentro dos padrões do restaurante.
O papel higiênico era daqueles que já sai aos pedaços, contudo, dessa vez vinha acompanhado também de protetores de assentos, o que facilitou e muito o trabalho naquela hora de aperto. A porta e suas divisórias eram feitos de compensado de uma cor meio de burro quando foge e possuía uma tranca de plástico, que fazia bem a sua função. Tanto a válvula quanto a lixeira, cromados, destoavam do restante do ambiente, que poderia ser muito melhor aproveitado.
De qualquer forma, para o que eu tinha que fazer estava ótimo. A cabine tinha um tamanho bom, fazendo que eu passasse apenas os apertos com os quais a natureza me inflingia. Pude terminar a tarefa sem mais delongas, com a satisfação de dever cumprido e de que o Outback pode ser a casa da sogra, ao menos uma vez por ano.
Cotação: 3,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
terça-feira, 30 de junho de 2009
Pinguim – Ribeirão Preto/SP
Ir a Ribeirão Preto e não conhecer o Pinguim é como ir a Roma e não ver o banheiro do Papa. O bar e restaurante, ao lado do imponente Teatro Pedro II é, desde 1936, um dos principais pontos de encontro da cidade e seu chopp é considerado pelos seus frequentadores o melhor do Brasil. Polêmicas à parte, eu que nem gosto de chopp, estava mais preocupado naquele sábado em saborear uma suculenta feijoada, iguaria que ainda não tinha tido o prazer de experimentar desde minha chegada à califórnia brasileira.
Destarte eu, acompanhado de minha namorada que me visitava naquele fim de semana, fomos até o Centro encontrar o tal Pinguim. Para um ponto turístico tão famoso, até que uma sinalização a mais cairia bem, já que o caminho não é dos mais fáceis. Contudo entre trancos os barrancos de quem ainda está se adaptando numa cidade nova, chegamos sem maiores percalços.
O bar, lotado, realmente é muito bonito. Dava a impressão que havia sido reformado não fazia muito tempo, sem perder o charme inicial. Me arriscaria, inclusive, em dizer que possuía um ar meio "sépia" de ser. Conseguimos logo uma mesinha aconchegante, numa posição que não poderia ser mais estratégica: de um lado, o bar, onde os lendários chopes eram retirados; do outro os banheiros, onde eu senti que tinha um depósito a efetuar. Pedidos anotados, era hora de eu cumprir a minha missão ali.
Amplo e espaçoso, o banheiro segue a a decoração do restante do bar. Com azulejos brancos cobrindo toda a parede, lajotas de mesma cor no chão e paredes de granito entre as cabines, mantinha o aspecto limpo mesmo com o alto consumo de chopp, o que já é uma vitória e tanto. Uma vez que a cabine comum estava ocupada, acabei por usar a de deficientes físicos, espaçosa e com barras fixas, do jeito que deve ser, para permitir a entrada de cadeirantes e afins de forma decente.
Apesar do assento meio torto, o restante das instalações não apresentavam maiores problemas. O papel higiênico, daqueles que já vêm cortadinhos, só seriam perfeitos se acompanhados daqueles outros, feitos especialmente para forrar higienicamente o assento. O cesto de lixo, feito em aço escovado também era estiloso deveras.
A porta, bem cuidada, também estava imune de rabiscos e a tranca era nova, bem firme. Além disso, a luz indireta dava um ar ainda mais tranquilo para que eu fizesse o que tinha que fazer ali sem maiores delongas.
Voltei para a minha mesa onde minha namorada já bebia seu chopp. Depois de muita insistência, provei um pouco do dela e tive a certeza que estava muito mais para a caipirinha me esperava ali. E que poderia recorrer aos banheiros do Pinguim, sempre que receber um chamado da natureza.
Cotação: 3,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
sábado, 20 de junho de 2009
Chopp Santista – Santos/SP
Semifinais do paulista e o Santos enfrentaria o Palmeiras no caldeirão da Vila Belmiro. Infelizmente não havia comprado ingressos para ver o o jogo ao vivo, então consegui arrastar a sãopaulina da minha namorada para assistir o clássico no Chopp Santista – um dos principais lugares de concentração de torcedores na cidade e onde já pude presenciar grandes jornadas esportivas, tanto da seleção brasileira, como do glorisoso Santos Futebol Clube.
Já sabendo que o lugar estaria lotado, combinei com ela de estarmos lá às 15h, para garantirmos uma boa mesa. Contando os atrasos femininos de sempre, entramos lá às 15h30 com o bar estranhamente vazio. Na TV, apenas uma partida do campeonato francês, que os poucos presentes ali não davam a menor pelota. O tal o jogo só foi terminar faltando poucos minutos para as 16h e, quando pensei que se abririam as cortinas e os artistas entrariam em cena, um dos garçons troca o canal para o início de outro jogo, agora do campeonato italiano.
Foi neste momento que vendo meu leve desespero, outro garçom me informou que o certame só teria início às 18h10. Impossível não ficar com cara de tacho. Faltavam duas horas para o jogo e nós não tinhámos nada o que fazer, a não ser esperar. Quer dizer, eu na verdade até tinha um algo mais para fazer, mas sozinho e dentro de uma cabine do banheiro masculino.
O Chopp Santista é um bar/balada, com banda ao vivo e tudo mais nos fins de semana. E faz tempo que não vê uma boa reforma. Prova disso é o seu banheiro, um tanto quanto judiado, após tantas noitadas de intenso movimento. As marcas desse movimento percebem-se, desde da porta, com queimadura ou lago do gênero, dobradiças enferrujadas e sem tranca. Até a sua válvula de descarga não tinha proteção alguma.
Ainda assim, o banheiro, pequeno, ainda mantém sua dignidade. Naquele estilinho bar retrô que é moda em tantas cidades, tem suas paredes revestidas com azulejos brancos até a altura das portas, o que me eu chamaria de um pouco mais de uma meia-barra. Apesar de não possuir tranca, me sentia seguro, uma vez que meus joelhos quase batiam na porta, de tão apertado. Entre uma cabine e outra – eram duas no total – uma divisória de ardósia cumpria bem o seu papel.
Na parte de trás da porta não havia as célebres pixações, porém tinha um comunicado do próprio Chopp tão impagável quanto, dando dicas do naipe “tente acertar o vaso, você consegue, ou “não importa o seu nível de álcool, outros usarão esse local”, o que já indica que o bar é frequentado, em sua maioria, por pessoas de relativo garbo e elegância.
À esquerda de quem entra, estão duas pias, brancas, para que eu pudesse terminar meus serviços de forma mais higiênica possível. E, ao seu lado, noutra parede, uns dois mictórios, onde não podia deixar de imaginar como tem cara que ainda consegue errar algo daquele tamanho.
Um lugar, que apesar de tudo, tem lugar cativo no meu coração e de muitos santistas. Por isso mesmo, devia ser melhor valorizado por todos nós.
Cotação: 2,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O'Malley's Pub - São Paulo/SP
Época de aniversário é sempre meio estranha. Você começa a avaliar sua vida, quais rumos tomar e, especialmente, o que fazer para que a data não passe em branco. Nesse ano, resolvi comemorar com meus amigos em um de meus lugares favoritos na paulicéia, o O’Malley’s, pub irlandês, localizado próximo à avenida Paulista.
Era uma noite de sábado e, justamente nesse dia, o bar não aceitava reservas. Assim, apesar de ter combinado com meus amigos que as festividades teriam início às 22h, tive que chegar um pouco antes das 20h para guardar uma mesa e ter uma base para receber todos os presentes. Por sorte, tive o prazer de passar esse momento pré-festa com a presença da minha namorada, que pacientemente se prontificou a segurar a mesa comigo.
Aproveitamos o ensejo para fazer uma espécie de esquenta para o evento principal. Pedimos uma porçãozinha, eu já saboreava Jack Colas, uma banda tocava noutro ambiente, tudo corria bem. Até que o primeiro presente da festa resolveu de se formar inesperadamente dentro de minhas entranhas.
Eu já conhecia bem aqueles banheiros, inclusive já o havia usado com aquelas segundas intenções. Ainda assim, era hora de olhá-lo com outros olhos e não apenas com o cego.
O banheiro escolhido, o do fundo, próximo à escadaria para as mesas de sinuca, era pequeno, mas suficente para o local. Haviam duas cabines, além de dois ou três mictórios à direita de quem entra. Decorado com lajotas grandes, no chão e nas paredes, não era exatamente novo, contudo estava longe de estar passado.
Apesar de ainda ser cedo e o movimento do bar ainda estar longe da sua capacidade total, o chão apresentava sinais de sujeira. Exceção a isso, o restante do ambiente estava em boas condições de uso. Uma vez sentado, reparei que a porta quase pegava os meus joelhos, o que pode ser um problema para quem tem mais de 1,83 m. O porta papel higiênico, cromado, combinava com a válvula de descarga, mas nem tanto com o cesto de lixo, feito de plástico.
Faltava uma leitura interessante. Uma pena que o cartaz afixado logo acima da válvula na altura dos olhos de quem faz suas coisas de pé, quando todos nós sabemos que nesses casos a leitura funcionaria muito melhor para quem está sentado.
Enquanto realizava meus trabalhos, não pude deixar de perceber o fundo musical, que tocava Whiskey in the Jar, do Mettalica. Era o heavy metal dando uma forcinha mais que necessária ao heavy duty que realizava ali. Mal sabia eu que a trilha daria o tom da fanfarrônica celebração que estava por vir, horas mais tarde.
Cotação: 3,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Espaço Unibanco de Cinema, São Paulo/SP
Era para ser apenas mais um domingo qualquer de fevereiro. Eu e minha namorada, após um delicioso almoço, estávamos de bobeira na paulicéia, quando tivemos a ideia de pegar um cineminha à tarde. Assim, descemos a Av. Augusta e adentramos no Espaço Unibanco de Cinema, lugar simpático e sempre com boas opções de filmes.
Na programação, um filme com várias indicações ao Oscar, “Foi Apenas um Sonho”, com Leonardo DiCaprio e Kate Wislet. Parecia a opção mais interessante e também começaria em meia hora, o que uniu o útil ao agradável. Sem muita escolha, aproveitamos para dar uma visitada na livraria lá dentro mesmo.
Acabou que essa espera que, em princípio, poderia ser uma maçada − maçada? Devo estar lendo muito Nelson Rodrigues – para mim fora de grande valia. Isso pelo fato que o almoço, apesar de ótimo, tinha rebatido meio errado no estômago e já estava louco para sair. Com essa incidente em vista, totalmente fora da programação, deixei namorada e livros pra lá e fui ao banheiro masculino, no hall principal.
Chegando mais próximo, algo me deixou intrigado de cara: fila no banheiro masculino? Como todos sabemos, esse tipo de coisa só acontece nos femininos e já percebia nos meus companheiros de espera o mesmo pensamento. Foi aí que percebi que o banheiro era, literalmente, uma portinha, resumindo-se a somente um vaso e uma pia. Estava mais uma vez naquelas situações em que não havia escolha. Dessa forma, coloquei o constrangimento de lado e entrei para fazer o que tinha que fazer.
Lá dentro, percebi que não era tão pequeno como parecia de fora e era, até certa forma, confortável. Suas paredes, forrada por azulejos brancos, com alguns detalhes em azul, eram comuns a tantas outras, assim como o papel higiênico daqueles de rolo, protegido em um compartimento adequado.
Novidade mesmo era que, ao seu lado também havia outro, com papel especial para o assento. Ainda raro na grande maioria dos banheiros é uma opção que não apenas contribui e muito para a higiene, também evita aquela situação ridícula de ficar cortando pedacinhos de papel higiênico para colocar no assento antes de começar qualquer coisa.
Não havia janelas, apenas um sistema de ventilação que não ia dar conta certamente do que eu estava fazendo ali. Por isso mesmo, demorei um pouco mais que esperava e saí sob os olhos de reprovação da fila, imensa para os padrões masculinos. Mas pena mesmo, tive do infeliz que era o próximo da fila, que teria que enfrentar a bomba biológica que ainda pairava no ar lá dentro.
Consciente da gafe, entrei rapidamente no escurinho do cinema, em busca de um final feliz, antes do início da sessão.
Cotação: 3 privadas*
* Sendo, 1 privada péssima e 5, ótima!
PS: em breve mais fotos.
PS2: o filme em si não era tudo isso.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Aeroporto Pinto Martins, Fortaleza/CE

19 de janeiro. Após 12 dias intensos e de muitas aventuras por lugares incríveis, eis que minha jornada por terras cearenses chegava ao seu final. E essa volta seria non-stop, saindo 2 da tarde de Jeri para parar apenas já em São Paulo, um pouco antes das 6 da matina do dia 20.
A viagem para Fortaleza ocorreu sem maiores sobressaltos. Mesmo, assim, 7 horas são 7 horas e o corpo acaba dando sinais de cansaço, de fome e, claro, que iria precisar de um banheiro. Por sorte, essa vontade última acabou por começar quando estávamos na cidade. Por outro lado, me privou de tentar experimentar o banheiro do ônibus, uma vez que naquele momento era impossível qualquer investida, devido ao fluxo de passageiros que atrapalhavam a passagem e que só faziam sair de ponto em ponto.
Um tanto frustrado, pacientemente esperei até o ponto final, já na rodoviária. Chegando lá, contudo, aconteceu o que eu temia: o banheiro era pago. Por uma questão de honra, desdenhei o banheiro, minhas pernas que começavam a trançar e corri para o táxi mais próximo, rumo ao aeroporto.
Por sorte, o Pinto Martins não era longe dali e pude controlar meus impulsos sem maiores preocupações. Fui deixado praticamente em frente ao guichê da TAM e pude fazer meu check-in rapidamente. Sem o trambolho da mala, encontrei logo o banheiro, um pouco mais à direita, meio escondido no final do prédio. Apesar da iluminação meio esquisita, pensei comigo, “vai ser aqui mesmo”.
Não sei se era por estar, literalmente, num canto do aeroporto, aquele banheiro tinha um apecto abandonado. Pode ser que o fato de o saguão estar praticamente deserto naquele ponto ajudasse nessa minha sensação. De qualquer forma, era limpinho e eu não estava com tempo nem saco de procurar uma segunda opção. Lá dentro, suas paredes e chão escuros contribuiam com esse aspecto pesado, meio fantasmagórico, até. Como imaginei que somente um espírito muito zombeteiro resolveria me azucrinar num momento daqueles, dei início ao processo.
Enquanto dava conta dos meus afazeres, não pude deixar de reparar que no teto, também escuro, parecia ter uma colônia de ácaros, fungos e afins que viviam ali desde a inauguração do aeroporto.

O vaso, papel higiênico e descarga em si apresentavam mais do mesmo. O assento, meio amarelado, parecia que tinha conhecido mais bundas peludas que um proctologista, porém ainda mantinha um certo conforto.
Por uma chalaça do destino, minha série de posts de férias tinha que terminar também num aeroporto. E, por motivos diferentes, acabaram coincidentemente com a mesma nota.
Cotação: 2,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
terça-feira, 5 de maio de 2009
Vila Kalango – Jericoacoara/CE
Apesar da empolgação deles, o preço do minicurso estava tão salgado quanto a água da praia logo em frente, o que me fez desistir de participar. Dessa forma, fiquei incumbido de ser o fotógrafo oficial da parte teórica na areia, o que era tudo, menos empolgante. Pior, à medida que ia me entendiando ao ouvir como se equilibrar, manusear a vela e tudo o mais, ia me dando uma vontade incomensurável de procurar um banheiro.
Estava numa situação delicada. Não podia deixar a câmera jogada lá, enquanto eles entravam no mar. Tampouco podia levá-la embora, pois mal sabia onde eles estavam hospedados. Era um dilema que fazia trançar minhas pernas, quando outro mochileiro, esse de Pernambuco, apareceu. Foi a minha salvação – como também era brother deles, deixei com ele a missão de registrar aqueles momentos, enquanto eu ia registrar outro bem mais importante logo ali.
O logo ali no caso era a Vila Kalango, pousada e restaurante de alto padrão, onde os piauienses contrataram o instrutor. Visto que tinha um restaurante e era todo aberto eu, tal qual um cachorro que entra numa igreja, fui entrando como se fosse um dos hóspedes, passando pelas mesas já vazias – eram cerca de 4 da tarde – indo direto e reto para o corredor que me levaria ao banheiro.
E não é que acabou sendo uma escolha mais que acertada? As instalações seguiam uma espécie de decoração rústica-chique. Era tudo feito, basicamente, de barbantes, palhas e madeira trançada, entre quatro paredes bem espaçadas de tijolos, que davam a impressão (e só a impressão, claro) de serem sem acabamento. O chão, daqueles batidos, tinha uma coloração meio mostarda, também interessante.
O vaso, simples, ornava com o restante do local, mas era acompanhado de uma duchinha, para casos mais extremos. O papel higênico era de boa qualidade e tinha ao seu lado uma plaquinha bilíngue, o que mostrava a quem aquele restaurante desejava receber na verdade.
Sua iluminação, toda indireta vinha, parte das frestas da janela acima do vaso, parte das luminárias que ladeavam o espelho. A toalha era limpa e felpuda, uma raridade. E a pia, era uma bacia reaproveitada de modo bastante criativo, bem como a colocação do encanamento e da torneira.
Em meio a tantos banheiros exóticos que experimentei durante aquela viagem até então, esse veio para redimir todos os outros com louvor. Considerando a sofisticação da pousada, deve ser meio caro fazer suas necessidades ali. Mas definitivamente vale a pena, especialmente quando é de graça.
Cotação: 4,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Sítio Paraíso - Jericoacoara/CE
Pelo custo x benefício da coisa, até que foi divertido. E a parada para o almoço no restaturante Sítio Paraíso, de frente à lagoa de mesmo nome, veio na hora exata. Isso porque não só a fome já batia forte, mas também o balanço da jardineira pelas dunas havia batido fundo no estômago e me deixado pronto para conhecer o banheiro mais próximo.
Saí à procura pelas dependências do local e nada. Foi nessa hora que percebi que ele ficava numa casinha separada do resto do complexo. Sem muita escolha, fui me acostumando com o estilo roots do local e fiquei mais à vontade para fazer o que tinha que fazer por ali.
Ao entrar na cabine, me embasbaquei de cara: havia um plástico envolvendo todo o assento. Será que logo num banheiro tão simples encontraria algo tão raro até em WC’s mais sofisticados? Não, realmente não era esse o caso e aquele era filho único por ali. Vai ver algum gringo de passagem e extremamente prevenido trouxe consigo um kit higiene para evitar germes ou coisas piores. De qualquer forma, tirei a traquitana e o substituí pelos sempre eficientes papéis higiênicos.
De resto era tudo extremamente funcional. O azulejo meia-barra, a descarga de cordinha... Agora o papel higiênico não fazia jus ao nome, colocado num cantinho no chão. E, considerando que já estava em um ponto de não retorno do processo, tive que improvisar com o que tinha ali. A iluminação era natural e vinha do espaço entre a cabine e o telhado, o que dava também uma maior ventilação ao recinto.
Um banheiro certamente melhor qualificado para a realização do nº 1 do que para o nº 2, mas que pode ser útil deveras, dependendo do seu espírito de aventura.
Cotação: 2 privadas*
* Sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
terça-feira, 14 de abril de 2009
Pousada Tirol – Jericoacoara/CE
15h em Fortaleza. Após despedir-me de meu companheiro de viagem, que voltaria naquela noite para São Paulo, eis que iniciava a minha viagem solo para Jericoacoara. A aventura já começa no próprio trajeto, cerca de 6 horas de ônibus, mais 1 hora numa “jardineira”, um caminhão adaptado com bancos na carroceria, por entre dunas e mais dunas. É você, literalmente no meio do nada e num breu danado, ao som do motor, que contrastava somente com o silêncio sepulcral dos passageiros, muitos deles gringos, provavelmente com receio de que se o motorista quisesse, eles nunca mais seriam vistos vivos, no melhor estilo “Turistas”.
Mas tudo isso compensa quando você entra na vila. Eram mais de 22h30 e, do nada, aparece a ruazinha principal, feita somente com a própria areia da praia, toda iluminada pelo comércio, barzinhos e repleta de pessoas, falando todas as línguas do mundo. É simplesmente mágico e só quem conhece lá pode explicar. Mágica que também tive que fazer, ainda que meio abestalhado com aquilo tudo, para levar minha mala de rodinhas por aquele areial todo até a minha pousada, na outra rua.
Chegando na Tirol, tratei de ver o quarto que eu dividiria com mais 3 elementos, que variariam umas duzentas vezes durante toda a minha estada. Os três da vez estavam no décimo sono, assim, tratei de deixar a mala e sair para um primeiro reconhecimento do local. Encontrei a praia, a duna do pôr-do-sol, além de vários carrinhos de bebida, onde fiz logo amizade e, sedento, pedi as primeiras Cubas daqueles dias. Mas, como já era quase 1 da manhã, meu corpo pedia por um descanso pelas horas de ônibus e, principalmente, por um assento no banheiro mais próximo, antes de dormir.
Uma vez que não queria acordar meus colegas de quarto e, à primeira vista, o banheiro do quarto estava um aguaceiro só, resolvi enfrentar o externo, utilizados por quem acampa no albergue.
Tenho que admitir que o aspecto selvagem dele me instigou logo de pronto. Ele era todo feito de palha entrelaçada e madeira, enquanto que por dentro, suas divisões eram de alvenaria. Uma árvore no meio do local funcionava como uma coluna principal. Seu chão era de piso batido, vermelho, daqueles que se encontra apenas em casas bem antigas ou simples. Suas paredes, coloridas, davam um aspecto ainda mais pitoresco. Nada que se compare ao papel higiênico, pendurado de forma engenhosa, em um dos cantos. O vaso deve ter algum histórico de abusos, uma vez que ao seu lado havia um desentupidor pronto, caso a caixa d’água não aguentasse o tranco.
O local era bem ventilado e a noite estava mais que agradável para que eu realizasse minhas atividades, ao som do coachar das pererecas que eu encontrei pelo caminho, mesmo tendo escolhido o banheiro masculino. E, com tantas peculiaridades, ele ainda conseguia ser limpo e agradável o bastante para que eu pedisse bis, sempre que necessário. Recomendável, tanto para os gringos que querem um contato maior com a natureza no nosso Brasil varonil, quanto para quem apenas responde um chamado da natureza.
Cotação: 3,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Mercado Central, Fortaleza/CE
Últimas horas em Fortaleza e eu e meu amigo resolvemos pegar nossas últimas forças e dar uma volta pelo centro da cidade, seguindo algumas dicas de nosso guia do dia anterior. Entre elas, estava a visita ao Mercado Central, lugar onde se encontram todas aquelas quiquilharias hippies e tranqueiras regionais que você leva para seus parentes a preços módicos. Ou então, produtos bem mais caros, literalmente para holandês ver. São 4 andares de lojas e mais lojas, para serem visitadas com tempo e paciência, coisa que já não tínhamos mais naquela altura do campeonato.
Mesmo assim, demos uma chance para o tal mercadão. Visitamos cada um dos andares, a procura de um abridor de côco para o pai do meu amigo e vendo o ambiente geral. Eu, que não estava a procura de nada, subitamente percebi que precisava procurar algo muito importante: um banheiro.
Após a compra da traquitana e muita camelada, conseguimos, enfim, achar o banheiro. Mesmo com a placa em diversas línguas, o gringo teria que ser corajoso para entrar ali. Não fedia, é verdade, contudo era perceptível que o local era utilizado deveras pelos locais, visto que o chão, meio molhado, estava todo sujo.
Ao me deparar com a cabine, mais uma supresa: não havia papel higiênico. O compartimento com o rolo que deveria estar ali, encontrava-se pendurado na parte de for a, fazendo as vezes de papel-toalha para quem lavava as mãos. Quase pego de calças na mão, tive sair e separar a quantidade necessária para realizar a operação.
E seu eu estivesse numa emergência, estaria realmente perdido. Uma vez lá dentro, tive muita dificuldade para trancar a porta, daquelas de plástico, que insistia em não encaixar corretamente. As paredes, também de plástico, além de não dar a privacidade necessária, eram utilizadas tanto como cinzeiros, como espaço para as já célebres pichações, bem contrastantes, aliás. Iam, do cristão “Jesus te ama” a uma bomba prestes a explodir. Para completar a cena, ainda havia um rodo que, so invés de ser usado para a limpeza do local, estava pendurado de cabeça pra baixo num dos cantos.

Considerando que o Mercado Central fora contruído especialmente para receber turistas, bem que poderiam ter tido um pouco mais de cuidado nos banheiros. De porcaria, já basta as coisas vendidas ali.
Cotação: 1,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Beach Park, a 16 km de Fortaleza/CE
Só quem está de férias sabe como é bom poder acordar tarde numa deliciosa e quente segunda-feira de janeiro. Menos para quem está em Fortaleza e quer fazer todos os passeios possíveis e imagináveis em apenas 5 dias. Assim, lá fomos eu e meu amigo rumo ao famoso Beach Park, em mais uma excursão logo cedo pela manhã.
Dessa vez o caminho era mais curto, então em um pouco mais de uma hora já estávamos no local. Pelo caminho, o guia informava a todos como funcionava o Beach Park, perguntava a todos quem desceria e quem não desceria no Insano – principal atração do lugar, um escorregador do tamanho de um prédio de 14 andares – e o principal, que para entrar no parque aquático, cada um de nós teríamos que desembolsar 95 pilas. Considerando que estávamos precisando de um bom descanso devido ao ritmo acelerado daquelas férias, resolvemos ficar apenas no complexo e aproveitar a praia e o dia de sol.
Não sei se foi a melhor opção, mas certamente foi a mais barata. Na verdade, o lugar em si é bonito, mas bem sem gracinha. Além disso, os preços lá dentro estavam bem salgados, em relação a qualquer outro que visitamos até então. Sem muita escolha, ficamos bundando lá até a hora de voltar. E nisso de ficar bundando, percebi que precisaria fazer isso em um lugar mais apropriado. Assim, lá fui eu conhecer o banheiro principal do Beach Park.
Era um quioscão, cuja entrada era feita por um lance de escadas que vai para o subsolo. Na entrada, encontram-se as pias e o espelho. Entrando à direita, uns 2 ou 3 mictórios de cada lado e ao fundo, enfim, as cabines que eu tanto procurava.
Numeradas de 1 a 3, aquelas cabines fizeram que eu me sentisse na Porta dos Desesperados. Só faltou mesmo o próprio Sérgio Mallandro aparecer lá para me azucrinar para escolher uma. Ao tentar a porta nº 1, vi que o mesmo estava todo sujo; tentei a nº 2 já esperando que um gorila saísse de lá, mas só estava bem judiado mesmo. Sobrou a nº 3 que, sorte minha, estava em condições de uso.
A cabine era bem iluminada, devido ao pé direito bem alto do recinto. A parede estilo meia-barra dividia-se entre azulejos quadrados em tons de azul e a parede, também azul, com algum fru-fru decorativo que ficou meio brega. O vaso não comprometia; tampouco o papel, daqueles de rolo, porém acondicionado em um compartimento em forma de losango. Diferente, mas não necessariamente bonito.
Limpo no geral, o banheiro era mediano no geral, sem grandes novidades. Nada empolgante, bem como o próprio dia no Beach Park.
Cotação: 3 privadas*
*sendo 1 privada péssimo e 5 privadas, ótimo!
segunda-feira, 23 de março de 2009
Barraca “O Casqueiro” – Canoa Quebrada/CE
Motivos para visitar Canoa Quebrada não faltam. Um lugar onde você encontra belas falésias, dunas monumentais para descer de buggy e tirolesa, além de diversas barracas na areia da praia – praia essa tragada pela maré, que sobe absurdamente horas mais tarde e que parece querer engolir tudo o que estiver pela frente. Entre as diversas barracas, devidamente suspensas para evitar o avanço das águas, está a “O Casqueiro”, também conhecida como a “Do Símbolo”, ponto de encontro de nossa excursão.
O símbolo, formado por uma lua e uma estrela, é a marca registrada de Canoa Quebrada. Diz a lenda que um marroquino mandou esculpi-lo numa das falésias para se desculpar com Alá, pela esbórnia que fez naquelas terras durante os fanfarrônicos e alucinógenos anos 60. E o local onde esse ícone havia sido esculpido originalmente fora justamente próximo dessa barraca.
Voltando do passeio de buggy, chegamos com a maré enchendo e o estômago vazio. Assim, entramos na barraca e pedimos uma deliciosa moqueca de arraia, que ficou melhor ainda acompanhada de algumas caipirinhas. Foi nesse momento que me lembrei que tinha assuntos ainda não totalmente resolvidos desde aquela manhã, na Churrascaria Beberibe. E, após um “De novo?” abismado de meu amigo, fui até o banheiro.
Como praticamente todo o bar, o banheiro também era quase todo feito de madeira. Inclusive o seu chão, onde logo embaixo dava pra ver e ouvir o mar, que batia fortemente na falésia, logo atrás. Suas paredes, uma vermelha e outra laranja, não traziam exatamente o melhor esquema de cores para quem precisa de tranquilidade. O papel, daqueles de rolo, também não apresentava grandes novidades.
O movimento da maré constante fez com que tudo fluísse o mais naturamente possível. Na hora de descarga notei que o vaso era daqueles de caixa d’água, ecologicamente mais correto ou, puramente uma coincidência, devido à impossibilidade de se colocar uma com válvula. Simples, porém limpinho, pude terminar minha missão ali sem maiores delongas.
Cotação: 3 privadas*
*sendo 1 privada péssimo e 5 privadas, ótimo!
quinta-feira, 12 de março de 2009
Churrascaria Beberibe, a meio caminho de Canoa Quebrada/CE
Vida de turista não é fácil. Especialmente quando se quer abraçar o mundo, saindo para conhecer a vida noturna de Fortaleza, sem deixar de fazer os passeios no dia seguinte. Era com esse pensamento que eu e meu companheiro de aventuras esperávamos o ônibus da companhia de turismo às 7 da matina que nos levaria até Canoa Quebrada.
Um pouco mais longe que a praia de Cumbuco, o caminho até Canoa Quebrada serviu para recarregar as baterias, entre um cochilo e outro. Assim, quando o ônibus fez um pit stop na Churrascaria Beberibe, especialista em carne de avestruz, já estava mais que pronto para descarregá-las no banheiro mais próximo.
Passava das 8h30 e a parada era rápida; dessa forma, fui direto ao assunto. Parada de caminhoneiros e de excursionistas profissionais como eu, o recinto era um tanto quanto acanhado, mas no geral as instalações eram até arrumadinhas. De cara não gostei muito do rolo de papel na minha cabeça, nada prático. O cestinho, daqueles de plástico todo furadinho, dava um ar meio 80’s. Mesmo focado nos meus afazeres, percebi que um dos mictórios anteriores à cabine era bem mais próximo que eu imaginava. Porém, não imaginaria nunca que, de repente, haveria um pé quase que entrando por debaixo da minha porta.
Nessas horas, por mais que você esteja na vontade, a situação torna-se constrangedora. Não tem como ficar à vontade com um pé testemunhando tudo que eu estava fazendo ali. De qualquer forma, acabei terminando tudo de forma protocolar, com a sensação que poderia ter feito mais se aquele sapato não tivesse ali, me intimidando. Algo que se confirmaria mais tarde, naquele mesmo dia…
Cotação: 2 privadas*
*sendo 1 privada péssimo e 5 privadas, ótimo!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Velas do Cumbuco - Praia do Cumbuco/CE

“Se o banheiro já está assim agora, imagina só no final do dia?”. Foi com esse cartão de visitas, dito por um pai que saía com o filho, que enfrentei o banheiro do Velas do Cumbuco, complexo de entrenimento e lazer, localizado entre as dunas da praia de mesmo nome, perto de Fortaleza.
Apesar do conforto do ônibus, acordar cedo e encarar duas horas de viagem não são mole, ainda mais com o DVD de Cláudia Leite que passava sem parar nas televisões do veículo, não nos deixando dormir direito. Pelo menos, num momento cultural, valeu para descobrir que, de acordo com as legendas em inglês de uma das músicas, enfiar o pé na jaca é “do all the no-no’s”.
Eram pouco mais de 9 da manhã e eu mais meu amigo de viagem estávamos prontos para pegar um passeio de buggy com emoção, parada para skibunda e tudo o mais oferecido aos turistas que vieram naquele dia conosco. A guia que nos trouxe controlava a turba, ajudando no fechamento dos pacotes, mas àquela hora da manhã já tinha algo em mim que começava a sair de controle. Assim, antes que eu fizesse feio em algum susto na descida das dunas, tratei logo de “do all de no-no’s” no banheiro mais próximo.
Realmente para o horário a limpeza não estava das melhores. Já tomado pela lama, o chão estava bem nojento. Parecia, na verdade, que o local tinha sido vítima de uma reforminha bem meia-boca, onde se trocaram os pisos, colocaram algumas pastilhas e olhe lá. Além disso, as instalações eram muito aquém do esperado, a começar pela porta da cabine que escolhi que não fechava, o que sempre pode resultar que alguém o pegue de calças na mão. Quem diria que passaria mais emoções no banheiro que no buggy?


Tenso e nada à vontade terminei o mais rapidamente possível e apertei a indefectível cordinha da descarga. Apesar de nada divertida, a experiência no banheiro lá em Cumbuco destoa do resto do complexo, onde pude passar o restante do dia sem maiores problemas e bem mais relaxado.
Cotação: 2 privadas*
* sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Coco Beach - Praia do Futuro, Fortaleza/CE

Férias! Estava, enfim, na bela Fortaleza, onde passaria os próximos 5 dias conhecendo os principais pontos turísticos, baladas e, como não poderia deixar de ser, muitos banheiros. E, acompanhado por um grande brother que chegara dias antes, optamos por fazer a primeira parada de todo turista que chega à Capital do Sol: ir direto para a Praia do Futuro.
Para quem não conhece, a Praia do Futuro tem esse nome porque foi uma das últimas praias a serem ocupadas em Fortaleza. Fato que foi bem utilizado numa das propagandas dos empreendimentos da época, que tinha os dizeres “Venha morar na Praia do Futuro”. Depois disso, o nome acabou caindo na boca do povo e o resto é história, contada pelos guias locais. Hoje, a praia é conhecida pelas suas inúmeras “barracas de praia” , de infraestrutura impressionante, com restaurante, mesinhas à beira-mar, palco com banda ao vivo, piscina, espaço zen com massagistas à disposição, playground e muito mais. Entre esses, está o Coco Beach, onde resolvemos parar e passar o dia.

Ávidos por um refrescante mergulho, fizemos aquele reconhecimento básico do local e arrumamos logo uma mesinha na faixa de areia mesmo para fazermos os pedidos, afinal já passava do meio-dia e nossa fome ainda estava no horário de verão. Toda aquela emoção, de finalmente estar em terras cearenses, curtindo aquele sol, naquele clima gostoso mexeu com algo dentro de mim. E, antes que nosso baião-de-dois chegasse, decidi antes dar uma passada no WC.
Apesar do nome inspirador, os banheiros do Coco Beach não deixavam nada a dever a tantos outros, que já tive a chance de conhecer. Considerando a capacidade de pessoas atendidas no quiosque – era quinta-feira e estava lotado – o local, que tinha tudo para ficar num estado precário, repleto de areia e lama, estava apenas ligeiramente úmido. Construído com lajotas grandes, tanto no chão como na parede, tinha aspecto de novo. Suas cores, claras e em tons pastéis, ajudavam a iluminação natural que vinha do teto. Tudo dentro dele, da latinha ao porta-rolo do papel higiênico era de plástico, o que evita marcas de ferrugem ou o efeito da maresia.


Não era muito movimentado, o que me permitiu cuidar de meus assuntos de forma sossegada e sem pressa, bem ao ritmo do local. Com sunga e bermuda devidamente recolocadas, pude voltar todo pimpão e mais leve para a praia, levando uma ótima primeira impressão daquela singela e gigantesca “barraca”.

Cotação: 4 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo, e 5 privadas, ótimo.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Aeroporto de Congonhas/SP
7 de janeiro de 2009. Último dia de trabalho, início das férias. Após um dia com surpresas até os 45 do segundo tempo na agência, deixo todos meus problemas para trás e saio voando para Congonhas, onde pegaria um voo para as quentes e deliciosas praias do Ceará.
Tal qual um passageiro modelo, cheguei relativamente cedo e fiz logo o check-in, me livrando assim do excesso de peso que carregava comigo. Com tempo de sobra para conhecer as depedências do aeroporto, fiz um happy hour com meu amigo Jack Daniels e percebi que havia mais alguns excessos de que precisava me livrar antes de embarcar. Destarte, lá fui eu conhecer os banheiros do local.
Construído nos anos 1940, Congonhas tem um certo charme em suas linhas e formas, que os aeroportos mais modernos de hoje não possuem. Além disso, por ser uma das pontas da ponte aérea Rio-SP, achei que suas instalações primassem pela limpeza e organização. Razões essas que me deixaram meio que decepcionado ao entrar lá.
Não que eu esperasse música ambiente, obras de arte ou algo assim. Mas o lugar em si é tão funcional quanto o de uma rodoviária. Além disso, ao entrar na primeira cabine que vi, desisti, devido a uma imensa poça d’água no chão, o que me fez mudar imediatamente para a do lado.
Essa, mais limpinha, apresentava um prático porta-objetos de granito, mesmo material que separavam as cabines umas das outras, onde pude guardar minha mochila com segurança, bem acima da minha cabeça. O papel higiênico era daqueles de rolo, também sem grandes frescuras. A porta, entretanto, me reservou vários motivos de distração, com diversas frases de efeito; as que tiravam sarro de sãopaulinos, bem como as clássicas, já comuns em vários banheiros. Havia até uma pixação mais artística do Pão de Açúcar, feita, por algum carioca saudoso de sua terra.
Talvez por toda a expectativa que reservava a um dos mais movimentados aeroportos do país, saí com a impressão que essa experiência poderia ter sido bem melhor.
Cotação: 2,5 privadas.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Caiu do Céu – Trindade/RJ

Nada como começar o ano ao lado de quem mais gosta. Assim, após passar a festa do Reveillón na charmosa Paraty, eis que eu e minha nova/velha namorada resolvemos passar o primeiro dia do ano nas lindas praias de Trindade, cerca de 15 km dali.
Ah, Trindade. Outrora um tranquilo vilarejo onde hippies e pescadores viviam em completa harmonia, agora fora invadida por uma horda de turistas que se empoleiram nas dezenas de pousadas que tomaram a ruazinha principal. Após enfrentar um legítimo engarrafamento paulistano, finalmente chegamos à Praia do Meio – ela com sede e com fome, afinal já passava das 13h; eu com sede, fome e louco para achar um banheiro. Não por acaso, sentamos nas mesas do quiosque “Caiu do Céu”.
Após saborear uma caipirinha feita com cachaça da terra, fui ao encontro do garçom que nos servia e perguntei-lhe sobre as instalações do local. Solícito, o rapaz me disse que não havia banheiro masculino, mas devido ao caso, abriria uma exceção.
Estava me sentindo um privilegiado. Como todos sabemos, o banheiro feminino é muito mais limpo que o masculino, portanto, garantia de uma ida sem maiores percalços. Porém, ao entrar e abrir a porta, a surpresa: não tinha assento!
Pobres meninas. Se dependessem daquelas quatro paredes, estariam perdidas. Tirando o assento, as instalações até que não deixavam muito a dever a qualquer outro lugar. A Iluminação era natural e a descarga era aquelas de cordinhas. Pelos azulejos e piso, parecia ter sido construído ou reformado há pouco tempo. Mas o espaço do local era realmente acanhado, o que dificultava o espaço de manobra, principalmente quando se está de cócoras.
Por sorte, pude concluir o serviço rapidamente, o que me evitou maiores estresses. Tenho que admitir que foi uma experiência nova realizar minhas necessidades à moda dos índios e, de quebra, fazer um bom trabalho de pernas. Contudo, é algo que, se puder evitar, não faria novamente.
Cotação: 2 privadas.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Parceria Público-Privada

É, parece que o JCA (ou Já Caguei Aqui, para os mais desavisados) começa a crescer na web. Isso porque, após ser citado no site da M... Corporation, fechamos uma inédita parceria e agora os melhores textos desse blog podem ser lidos também no www.mcorporation.com.br.
Uma verdadeira Parceria Público-Privada que, na opinião desse humilde "cocô-laborador" tem tudo para dar M... no bom sentido, lógico!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O Confort WC do Frango Assado
O dia da festa da agência ainda me renderia mais uma grata surpresa. Voltando para o litoral lá pelas 4 da tarde, percebi que o café reforçado feito logo de manhã já estava fazendo efeito. Assim, antes de pegar a Imigrantes, passei no Frango Assado, rede famosa de lanchonetes, localizada em diversas estradas de São Paulo.
Por se tratar um estabelecimento que atrai, desde famílias até caminhoneiros 24 horas por dia, já imaginava que as instalações fossem grandes e limpas o suficiente. Inclusive era visível que o chão houvera sido limpo não havia nem 5 minutos antes e um gostoso aroma de pinho tomava o ar. Mas quando entrei, vi que esse banheiro tinha um algo mais. Entre as várias cabines à disposição, havia uma em especial que me chamou a atenção por ser, digamos assim, VIP: era hora de eu conhecer o Confort WC.
Inicialmente achei que fosse apenas uma cabina para deficientes físicos, mas não havia barras de apoio, nem nada. Na verdade é como se fosse um banheiro particular, com direito a pia dentro e tudo o mais, só para deixar o usuário totalmente à vontade.
Sei que existem muitas pessoas que têm problemas em fazer suas necessidades mais sólidas em banheiros, seja na empresa onde trabalha, seja em lugares públicos. Refletindo sobre o assunto enquanto estava por lá, cheguei a imaginar que aquela cabina funcionasse como algum projeto antropológico, oferecendo às pessoas mais tímidas um lugar naquele enorme banheiro para chamar de só seu.
Divagações à parte, a decoração dela em si é funcional e prática, da maneira que deve ser um local de tão grande movimentação. Ainda assim, a mesma é agradável e bem espaçosa, com uma iluminação natural, complementada por luzes indiretas. De qualquer forma, se tivesse um jornal ou uma revista, até poderia lê-los sem problemas, tamanha a calmaria.
Claro que a idéia poderia ser ainda melhor explorada, com alguns luxos a mais e um papel higiênico de melhor qualidade, aproveitando tudo que o nome Confort WC poderia proporcionar. Ainda assim, deixei o Frango Assado impressionado com a iniciativa e com a sensação de que não encontraria banheiro mais sui generis que este em 2008.
Cotação: 3,5 privadas.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Festa da Agência - Casa da Lua Cheia

Ah, o fim de ano. Época mágica, na qual festas, comemorações e motivos para celebrar se fazem presente. E na agência onde trabalho não poderia deixar de ser diferente. Assim, dia 20 de dezembro, rumamos todos lépidos e fagueiros rumo à grande festa da empresa, que realizar-se-ia na Casa da Lua Cheia, em Cotia, na grande São Paulo.
Apesar do nome fantasmagórico, mais apropriado, quiçá, para uma festa de Dia das Bruxas, o local era bem agradável, com uma ampla área aberta, piscina, quadra de futebol e, claro, banheiros, muitos banheiros.
Àquela altura da manhã, depois de degustar um delicioso café da manhã, confraternizava com alguns amigos, quando resolvemos conhecer melhor as depedências da casa principal. Em estilo normando, era decorada com móveis em estilo colonial e lareira, o que dava um ar de fazenda kitsch. Reparava nisso quando me deparei com o lavabo da residência, o que já me deixou cheio de idéias. E como me conheço bem, sabia que estas seriam logo realizadas.
Meia-hora mais tarde voltei, agora sozinho, ao local para uma segunda visita. Ao me sentar, achei curioso que haviam três rolos de papéis higiênicos colocados como se fossem enfeites no batente à minha frente, enquanto que no lugar onde deveria ter um não havia nenhum. Poderia ser uma grande oportunidade de oferecer três tipos diferentes de papel à escolha do freguês, mas minhas expectativas se mostraram altas demais: eram todos iguais mesmo.

O charme rústico mantinha-se no piso, enquanto nas paredes, azulejadas de cima abaixo quadrinhos de banheiras davam a possibilidade de alguma distração. Isso e a janela logo ao lado do vaso, na qual se ouviam alguma bossa nova na picape do DJ, além da algazarra de todos lá fora. Porém, nestas horas a concentração fala mais alta e fiz tudo sem maiores problemas.

Um banheiro que, de certa forma, me fez me sentir em casa, apesar de ser um local especial para eventos, como foi o daquele sábado de sol.
Cotação 3,5 privadas.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Píer do Chopp - Santos
Assim, após pegar uma praia e uma visitar o Aquário Municipal, onde conhecemos os pinguins, o Nemo, o Macaezinho e diversas espécies de peixes, crustáceos e afins, rumamos ao Píer do Chopp, lugar privilegiado na Ponta da Praia, onde àquela hora era mais que perfeito para assistirmos a saída dos transatlânticos que saem pelo canal do porto toda semana.
Ao final de uma bela porção de lula à dorê, conversávamos tranquilamente numa mesa com a Fortaleza de Santo Amaro como testemunha, quando percebi que o local tinha potencial para algo mais. Era a natureza pedindo passagem novamente e não poderia me fazer de rogado: deixei as meninas na mesa e fui ao banheiro.
Não era a primeira vez que ia ao Píer, muito menos ao seu banheiro, dessa forma já esperava mais ou menos o que esperar. Porém, como era a primeira vez executando o número 2, fui obrigado a olhar o recinto com outros olhos. E realmente as instalações eram bem austeras. Por ser fim de tarde, o banheiro ganhava uma iluminação toda especial que vinha da parede vazada com aqueles blocos de vidro, o que dava um ar, digamos, mais intimista à ação que estava por vir.
A cabine em si era simples, formada pelos indefectíveis azulejos brancos que, dessa vez, não iam até o teto e sim, paravam nos detalhes de madeira do bar. O sistema de papel higiênico também era interessante, pois não era à base de rolo. A partir de uma espécie de mini papéis-toalha, tinham a mesma textura de papel higiênico e eram retirados de um suporte colado na parede. É um sistema que certamente evita desperdícios, contudo, pode ser problemático em casos mais extremados. Triste fim mesmo teve o antigo porta-papel que, destruído, acabou virando um cinzeiro, onde jaziam várias queimaduras de cigarros.
O barulho do mar batendo nas pedras e a maresia tornavam as coisas ainda mais naturais, o que me estimulou a terminar sem demora as atividades. Voltei à mesa tranquilo e certo que poderia fazer uma visita ali novamente, sempre que precisar.
Cotação: 3,5 privadas.
PS: em breve fotinhas do local.
PS2: videogame que já não sabia jogar patacas, substituído pelo PS3, que devo saber menos ainda...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O fim de semana do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 não rendeu fortes emoções apenas dentro da pista. Fora dela, nas idas e vindas do autódromo nos treinos classificatórios de sábado, tive a oportunidade de levar a concorrência entre dois dos principais hipermercados do país a um lugar inusitado: o banheiro.
8h30. Eu mais um amigo da agência onde trabalho fomos até o Carrefour ao lado da estação Granja Julieta, para deixar meu carro no estacionamento e seguirmos de trem para Interlagos. Além de ser uma mão na roda (sem trocadilhos) pela segurança, podemos seguir tranquilos e sem trânsito. Lá esperávamos outro amigo, que retardatário (agora com trocadilhos), ainda não chegara, quando resolvi fazer o primeiro pit stop do dia.
O banheiro em si, é como aqueles padrão de qualquer hipermercado, com seus indefectíveis azulejos brancos, espelho grande, cabines e mictórios à disposição. Pelo horário, pensei que a cabine onde entrei estaria limpa e cheirosa, contudo, já dava mostras que estava bem judiadinha. A lata de lixo estava repleta de papel e, logo em frente ao vaso, era visível uma pocinha de usuários, digamos, sem pontaria. Arrear as calças era uma operação delicada, o que realizei com o profissionalismo, garbo e elegância que me é peculiar, evitando seu contato com o solo fétido. Para completar, o papel higiênico também era do estilo lixa, bem vagabundo.
A visita não rendeu tanto quanto eu esperava e saí de lá rapidamente, ligeiramente mais leve. Apesar de toda a estrutura, fiquei um tanto quanto decepcionado com o local.
Carrefour
Cotação: 2 privadas.
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18h05. Voltando a Santos, satisfeito após o show de Felipe Massa na conquista da pole position, aproveitei para abastecer o carro para o dia seguinte no Extra. A gasolina lá é mais barata e tinha que comprar alguns quitutes para o domingo, o que unia o útil ao agradável. Para completar, tinha assuntos não resolvidos desde a manhã no Carrefour e achei que seria uma bela oportunidade de conhecer o banheiro do concorrente.
Naquele dia, o movimento estava insuportavelmente cheio dentro do hipermercado, o que me tirou a paciência para procurar qualquer coisa e enfrentar as filas quilométricas só por causa de um desodorante e um suco de caixinha. Assim, para não dar visita por perdida, fui direto ao banheiro.
Assim como no primeiro pit stop do dia, as características do recinto também não apresentavam nenhuma novidade. Porém era um pouco maior, com uma parede que dividia as pias e os secadores para as mãos das cabines e mictórios.
Mesmo com o alto fluxo de pessoas, o banheiro permanecia sem maiores odores. Aliás, parecia até que alguém havia acabado de passar um pano úmido na região das pias e mictórios. Dentro da cabine, tudo era simples e funcional, podendo realizar os trabalhos sem maiores problemas, mesmo com todo o movimento que ouvia lá fora. O papel higiênico também era simples, mas de melhor qualidade. Para passar o tempo, podia ainda me deleitar com todas a pichações que haviam na porta, transformada em um verdadeiro mural de homens oferecendo-se para aventuras sexuais, ou pensamentos já consagrados, encontrados apenas naquele momento solitário:


Aliviado e com a alma mais leve pela leitura filosófica, quiçá, antropológica na porta de banheiro, dei a bandeirada final no dia para me preparar para a histórica corrida que me aguardava em Interlagos.
Extra
Cotação: 3 privadas.
domingo, 2 de novembro de 2008
Autódromo de Interlagos
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Os Banheiros da Criação
No departamento de Criação da agência onde trabalho existem 2 banheiros para homens. Estes, um ao lado do outro, para cerca de 60 barbados, que usam e abusam de suas instalações diariamente. Ambos, praticamente com a mesma estrutura da foto acima, com a diferença que em um deles há ainda um mictório. E, dentro deles, você pode encontrar de tudo. Como fiel usuário do recinto, pude presenciar coisas que supreenderiam qualquer agência de publicidade, tamanha a sua criatividade.
A razão de tudo isso é o fato de que a equipe de limpeza não dá conta de tanto uso (ou abuso) durante o expediente. Assim, é comum entrar no local e se deparar com uma pocinha fétida de fronte ao mictório. Ou, abrir a tampa do vaso e encontrar um bracinho de boneca, um rabo de macaco e até mesmo um bracinho de boneca segurando no rabo do macaco, boiando orgulhosamente para todo mundo ver. Isso quando a tampa está devidamente instalada na latrina. É comum muitos entrarem e logo sair de um deles, devido a odores que fariam o próprio Dr. Bactéria corar de desespero (como de fato já aconteceu). Pode contar também que, dependendo do horário, você pode encontrar papel jogado fora das latinhas já cheias, dando um ar ainda mais desleixado ao local.
Nos momentos mágicos do dia em que estão limpos, contudo, são praticamente dignos de se praticar um nº 2 apropriadamente. Mas sempre é preciso ter cuidado, devido à força da caixa d’agua que, por não ser tão forte, pode não dar vazão à sua obra recém-terminada. Aí, o jeito é esperar com todo garbo e elegância para que a caixa encha novamente para realizar uma segunda tentativa. E rezar, para que dessa vez tudo que você fez com tanta força vá por água abaixo.
Devido ao seu intenso uso, também é de bom alvitre sempre verificar se há papéis disponíveis. Vários incautos já foram pegos com as calças na mão, quando perceberam tardiamente que não havia papel higiênico para finalizar seus trabalhos. E, quando nem se tem papel toalha para improvisar, o jeito mesmo é mudar discretamente para a porta ao lado.
Em suma, apesar de bonitinhos esses banheiros podem se tornar ordinários, dependendo da hora do dia ou do que você prentende fazer.
Cotação: 2 privadas.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Praia de Pernambuco, Guarujá
Para compensar a gafe saí esbaforido, passei na casa dela próxima ao Canal 3, e rumamos para a Praia de Pernambuco, a qual não ia há muito tempo, o que certamente uniu o útil ao agradável. O percurso de Santos até lá não durou uma hora e pelas 11h30 já estávamos devidamente prostados ao sol. Contudo, ao chegar, senti que algo me afligia. Na pressa de sair havia feito muitas coisas, menos uma, agora importantíssima, e que agora pedia passagem. E o pior que uma praia não é melhor lugar do mundo para isso.
Durante minha infância, tive desagradáveis experiências quando entrava e me deparava com um legítimo brown submarine boiando sem medo de ser feliz nas praias da Aparecida ou Embaré, graças aos muitos porcalhões que visitam nossa bela região todos os anos. Por isso mesmo, não poderia cometer tal atentado à natureza, mesmo já trançando as pernas e suando frio.
Tudo bem, tenho que admitir que exagerei um pouco a última frase. O fato é que não era aquela vontade que acomete você de maneira desesperadora e sim algo lento e gradual que, inexoralvemente, vai acabar acontecendo. Por isso fui analisando a situação, enquanto curtia o sol e bebericava minha caipirinha. Até que me ocorreu a solução, o Sofitel Jequitimar Guarujá, também conhecido como o hotel 5 estrelas do Silvio Santos, ali mesmo na praia.
Era uma missão arriscada, contudo era a minha única opção. No caminho até lá pensava em estratagemas de como driblar o segurança logo na entrada das piscinas, porém, no final, acabei chegando lá de peito aberto e disse a verdade. Não sei se era a baixa temporada ou minha cara de desespero, mas o homem se compadeceu com meu drama. Logo chamou o seu superior que foi ao meu encontro. Expliquei-lhe o problema e ele me deu o acesso, me acompanhando pela área da piscina. Ao invés de ir a algum banheiro reservado aos empregados, mais uma surpresa: o encarregado me indicou o do restaurante externo. Lisongeado e pomposo, segui o caminho indicado e fui até lá.
O banheiro em si era simples, como se deve esperar de um feito para uma área repleta de piscinas. Lembra até um pouco aqueles de clubes, com azulejos brancos de cima abaixo e sem muitos detalhes, até porque deve viver sempre úmido na alta estação. Logo na entrada, à direita, duas pias com um grande espelho e, à frente, umas três ou quatro cabines, fechadas. Dentro dela, além do papel higiênico, tinha também um protetor para o assento, o que segue uma tendência que já vi em outros locais. Pude fazer tudo de modo tranquilo e foi até divertido de certa forma, devido a todo o inusitado.
Deixei o recinto de corpo e alma mais leves, agradecendo ao segurança que me liberou a entrada e pensando que as centenas de Tele-Senas e carnês do Baú que minha avó comprou durante sua vida finalmente tiveram um final feliz.
Cotação: 4 privadas
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Cânter Bar, Jockey Clube, São Paulo
Logo na porta uma surpresa: ao invés de um símbolo indicando o banheiro masculino, estava o de deficientes físicos. Estranho, pensei comigo, já que na porta ao lado estava o banheiro feminino. Será o banheiro masculino unissex para cadeirantes?, pensei comigo. Porém, considerando as opções que eu tinha naquele corredor estreito, e era justamente de um vaso que eu precisava naquele momento, fui em frente.
Realmente era o banheiro masculino, como pude comprovar pela parede repleta de mictórios à minha direita. O ambiente era limpo, mas o ar tinha um pesado cheiro de comida que parecia vir da cozinha. De frente aos mictórios, havia a única cabine do recinto, preparada para quem usa cadeira de rodas. O detalhe era que tal cabine não tinha porta, ficando à vista de todos. Considerando o constrangimento que eu e os outros usuários passariam se me pegassem no meio do serviço, fiz o que qualquer um faria: tranquei a porta do próprio banheiro para ninguém entrar ali.
Começa a tensão. Enquanto fazia o que tinha que fazer, o trinco rodava insistentemente e ouço um burburinho do lado de fora de pessoas dizendo coisas do tipo “tá trancado?” e “deve ter gente”, o que não respondi por razões óbvias. Felizmente a minha ida foi daquelas tipo “senta-e-faz”, o que evitou maiores problemas, como uma tentativa de arrombamentto por parte dos funcionários.
Definitivamente não é o lugar mais apropriado para você levar uma leitura ou dar vazão à sua prisão de ventre.
Cotação: 3 privadas.
