quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A&C Sushi Bar – São Paulo/SP

São Paulo deve ter a maior quantidade de restaurantes japoneses por metro quadrado do país. Digo isso sem nenhuma base de dados ou aferição de qualquer sorte, mas o fato é que sempre tem um “japa” perto para você matar a vontade de comer temakis, sushis, sashimis, uramakis e afins num nababesco rodízio.

Entre os que já tive o prazer de conhecer, existe um na zona norte da Capital chamado A&C Sushi Bar, onde fui almoçar num desses sábados da vida. Vindo de Campinas e morto de fome, parecia uma boa pedida para um almoço tranquilo. Muito bem ambientado, com detalhes em madeira e decoração minimalista, o A&C era tudo que eu precisava para começar bem o fim de semana. Bom, isso mais um banheiro.

Enquanto não começavam a chegar os pratos, fui até ele. Localizado mais ao fundo do estabelecimento, o WC do local era todo em madeira, inclusive suas paredes e divisórias, e indicado por apenas por um peixe azul. Não prestei atenção, mas provavelmente o banheiro feminino deve ser, no mínimo, um peixe com detalhes em rosa.


Ao entrar temos um corredor onde encontram-se a pia e o espelho, que formam uma espécie de ante-sala da cabine. Para chegar a ela, é preciso dar a volta noutra parede de madeira para, enfim, chegar a seu objetivo. Nada muito longe, é verdade, porém um tanto labiríntico demasiado para quem está apertado.
 
A cabine em si seguia a decoração minimalista do restante do A&C, vide seu chão em piso cru e a parede pintada de forma estilosa. Assim que abri a porta, obviamente de madeira e de trinco simples, agradou-me de cara o fato de ter um compartimento para papel para assentos cheio, artigo ainda raro nos banheiros em geral. O papel higiênico era daqueles que já vem em pedaços e de boa qualidade. O lixinho, preto, não combinava muito com os outros elementos, tampouco comprometia.
Uma vez lá dentro, o espaço para manobras é adequado às necessidades. Sua luz é indireta, de uma luminária instalada na parede. No teto, preto, um exaustor cumpria a sua missão de fazer com que quaisquer odores mais radicais deixassem aquele recinto.
Também reparei que no vaso havia aqueles desinfetantes que se penduram nas bordas. Tenho que admitir que deu um clima meio botequento para o lugar.
Terminada a minha sessão ali, apertei a descarga, daquelas de caixa d’água que – ainda bem – estava cheia. Ficaria muito chato eu deixar, justamente num restaurante japonês, uns peixinhos nadando por ali.

Cotação: 4 privadas*.
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Haras Canarin - Bauru/SP

Por Gláucio Machado, correspondente.


Enfim, chega o dia mais esperado de qualquer aluno universitário: o dia da formatura!
Mas afinal, o que é formatura?

Procurando nos dicionários mais famosos, podemos encontrar a seguinte definição:
Formatura: for.ma.tu.ra - sf (do latim formatura) 1 Ato ou efeito de formar. 2 Aprovação no último exame de um curso de grau superior. 3 Festa onde você pode encher a cara junto com os seus amigos, na frente dos seus parentes e não ter que se preocupar com nada.


Pra quê toda essa história? Muito simples a resposta: para mais um post do Já Caguei Aqui!

Convidado por um grande amigo nipônico, rumei para a cidade sanduíche (ou simplesmente Bauru, para os menos iluminados), acompanhado de diversos outros, para um fim de semana cujo ponto alto seria sua festa de formatura, regado a muito churrasco, biritas e, claro, dança da bicicletinha. Fanfarronices à parte, sábado à noite todos já estavam prontos, alinhados e munidos de garbo e elegância para a tão esperada celebração.

Ao nos dirigirmos ao local da festa, sinto um leve desconforto estomacal indicando que algo de bom não estava para acontecer. O pior era que, quanto mais próximo, mais desconfortável eu me sentia. Para meu desespero, porém, quando chegamos havia uma fila enorme de carros aguardando a liberação do estacionamento. Consigo estacionar o carro, encontro com os amigos e vamos rumo à festa. Ao entrarmos, um amigo sugere de procurarmos a mesa. Sem deixar a bola cair, rebato a sugestão com um educado “Boa sorte. Eu vou procurar o banheiro”.


Ao adentrar ao recinto pensei que meu momento de angústia havia terminado, mas ao ver as cabines, percebi que estava puramente enganado. Me senti na “Porta dos Desesperados” do Sérgio Mallandro, pois haviam três cabines: a número 1 sem porta e sem papel higiênico, a número 2 com um saco preto embrulhando a bacia e a número 3,  aparentemente normal.

Já dentro da cabine 3, me deparo com um pequeno problema: a porta mal fechava, impossibilitando o alinhamento da tranca, não sendo possível travar a porta.


A bacia e seu respectivo assento brancos e limpos, papel higiênico no devido lugar, cesto de lixo vazio. Tudo normal para um início de festa.

Além do ponto negativo para a porta, o chão também leva outro, merecidamente. A festa havia começado há pouco tempo e os pisos brancos eram quase marrons! A luminosidade do local era bastante baixa, porém não desabonava o local. Havia outros fatores mais preocupantes na hora, como por exemplo, segurar a porta.


Após executar o trabalho com sucesso, me dirigi à mesa e aproveitei a festa junto dos amigos, inclusive o dono do JCA.

Cotação: 1,5 privadas*.
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

PS: Por pouco este post tem uma dupla avaliação.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Boteco São Bento – Campinas/SP


Bastante conhecido pelo público paulistano, o Boteco São Bento abriu suas portas em meados de outubro de 2009 em Campinas, no badalado bairro do Cambuí.  Com a mesma vibe positiva de seus outros endereços, o bar logo se tornou ponto de encontro e uma ótima opção para juntar os amigos, curtir bons momentos e boa música.

Durante minha estada pela cidade, logo me tornei um frequentador assíduo do local. E, desde que conheci o seu banheiro, percebi logo o seu potencial. Contudo, chalaças do destino me impediam de realizar meu objetivo: uma câmera sem bateria, um alarme falso... Enfim, após tantos encontros e desencontros, finalmente num domingo qualquer o cenário estava propício para uma visita mais profissional.

Eram um pouco mais de 4 da tarde e eu mais dois amigos, sedentos após um almoço nababesco, resolvemos de dar uma esticada até o bar e para continuar jogando conversa fora e, claro, apreciar uma bela garrafa de rum. Era um plano perfeito, mas a natureza tinha outros planos para mim. Havia chegado a hora da verdade.
Atravessando o salão, logo à porta de entrada do banheiro, uma bela ilustração já demonstrava o bom gosto do que estava por vir lá dentro. Adornado por pastilhas pretas e brancas, duas cabines e alguns mictórios, o ambiente estava limpo – ajudado pelo horário, claro – e apropriado para aquele momento mágico.


À minha direita não pude deixar de refletir sobre uma prática muito comum nos banheiros de bares desse naipe, que é a reutilização dos limões usados nos drinks nos mictórios com gelo. Apesar de parecer politicamente correto, é impressionante como são incrivelmente baratas as frutas no Brasil, em comparação a outros lugares no mundo já que, além de usarmos fatias de laranjas ou limões em nossos refrigerantes, ainda temos a pachorra de mijarmos em cima deles sem dó nem piedade. Tenho certeza que devemos chocar alguns gringos que nos visitam com esse desprendimento todo.


Um vaso branco, elegante no conjunto com os ladrilhos negros e o piso xadrez me esperava dentro da cabine. Para completar, paredes de granito e uma porta de madeira escura imaculada fechavam o quadrilátero.


A luz indireta não atrapalharia uma eventual leitura. A lixeira era simples, mas ornava com todo o restante, assim como o papel que, senão me deixou maiores lembranças, tampouco me incomodou. Para dizer que não haviam defeitos, constatei que faltavam duas pastilhas do piso. Souvenir ou má colocação? Nunca vou saber.


Outro ponto negativo eram os produtos de limpeza expostos abaixo da bonita pia de mármore, que ia praticamente de um canto a outro da parede.


Um lugar hoje de saudosa memória e que espero visitar ainda muitas vezes, mesmo que sendo apenas como um “turista acidental”.

Cotação: 4,0 privadas*.
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Restaurante Varandas – Campinas/SP


Era para ser um dia normal na agência. Os trabalhos de sempre, os problemas de sempre, até que um acontecimento aparece e nos tira da rotina, criando situações inusitadas. Nesse dia em especial, aconteceu que, logo pela manhã, faltou água. Se eu estivesse numa escola, com certeza teria sido dispensado e voltaria para casa. Porém, a propaganda é uma profissão essencial para a sociedade e não pode parar. Outrossim, todos nós ficamos ali durante a manhã, muitos com sede apenas, outros, como eu, passando apertos intestinais e ávido por um banheiro.

O sofrimento durou até pouco mais de meio-dia, quando eu e meus amigos armamos o famoso bonde do almoço rumo ao Centro, a fim de variar um pouco o cardápio. Um deles, consciente dos parcos recursos dos integrantes, sugeriu um restaurante simpático de esquina, chamado de Varandas. Nome criativo e sagaz, provavelmente fruto das duas varandas que formavam o estabelecimento.

Apesar da situação delicada, sentia que poderia passar incólume até a volta. Foi quando avistei o banheiro do recinto. Exótico já na sua porta. Fiquei tentado. Olhei com aquela cara de “vou, não vou” e compartilhei meu drama com os presentes. A turba, sempre prestativa, deu tanto apoio à empreitada que um deles chegou a emprestar seu celular para tirar as fotos apresentadas aqui.

Enfrentei o desafio. Como muito dos lugares alternativos onde íamos matar a fome, já imaginava o que poderia encontrar. E, para minha surpresa, era tudo que eu esperava.  Não fosse agora a vontade exponenciada pela curiosidade, teria resistido mais bravamente.


O banheiro é do estilo de boteco, daqueles bem sujinhos, onde você só faz o número 1, com a distância necessária apenas para acertar o vaso e sair daquele ambiente fétido. Felizmente não era o caso, contudo, o chão molhado indicava que, ou fora lavado de forma meio porca ou porcos eram os habituées do local, vítimas de uma péssima pontaria. Considerando os odores, diria que era uma mescla dos dois.


Reparando melhor no ambiente, era evidente que ele era bem antigo. A começar pelos azulejos meia-barra, o pé direito alto, vazado próximo do teto com o banheiro feminino. Uma ótima ideia do arquiteto: querer que homens e mulheres compartilhem esse momento tão sublime na vida de todos nós.


Já o vaso e assento, provavelmente estavam instalados ali desde a última mini-reforma no local – pareceu-me que os pisos haviam sido mudados, mesmo que isso tivesse acontecido há muito. A pia, por outro lado, deveria ser tombada ou ser colocada naqueles museus onde são mostrados os costumes e hábitos de outrora.


A descarga, à válvula, resistia à ação do tempo com dignidade. Era daqueles modelos Hidra, com a proteção redondinha, tal qual um capô de Fusca. A porta, já não podia dizer o mesmo, já que a fechadura parecia mais um enfeite e a trinco não resistiria a um tranco mais forte.


Uma bela surpresa foi o papel higiênico, com uma qualidade que destoava do resto do conjunto e que era usado sem dó, visto que a lixeira vinha quase até a boca.

Juntando a fome com a vontade de comer, terminei rapidamente meu serviço e voltei para a mesa, onde meus bons amigos me esperavam sequiosos para ver se tinha feito o que tinha que fazer por ali.

Cotação: 1,5 privadas*.
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Hard Rock Café – Recoleta, Buenos Aires/Argentina


Quando achava que havia reportado todas as minhas visitas pelos banheiros da terra de Maradona, eis que me deparo com essas fotos do penúltimo dia de viagem, em um lugar que tinha curiosidade em conhecer desde a minha adolescência: o Hard Rock Cafe.

Lembro saudoso dessa época, em que era moda entre a molecada usar camisetas do Hard Rock Cafe dos mais variados lugares, como Paris, Los Angeles, Las Vegas, entre tantos outros. Muitos realmente tinham a oportunidade de ir ou tinham parentes que traziam de presente, mas a maioria mesmo a gente sabia – era comprada nas melhores lojas piratas do ramo. Acho que a sinceridade seria muito mais divertida e eu até teria uma camiseta do Hard Rock Brás.

Venenos e divagações à parte, fiquei louco quando descobri que já tinha ido a Buenos Aires e sequer tinha sabido da existência do famoso bar, fato que resolvi compensar dessa vez.

Chegando ao local, as minhas expectativas foram sobejamente preenchidas. Era uma espécie de “pub família” onde podia-se ver várias mesas com famílias com filhos pequenos, nas quais os pais ensinavam desde cedo aos infantes o valor do verdadeiro rock n’roll. Devidamente instalado, acertei o pedido, beberiquei uma caipirinha já saudoso do Brasil e fui agregar mais uma lembrança inesquecível para aquele evento especial, ou seja, ir ao banheiro.

As instalações ficam subindo as escadas. Dali, além de uma visão geral de tudo, percebi que o bar era maior do que eu pensava, com uma parte dele fechada com mais mesas à disposição. O clima meio pub também se demonstrava na decoração do banheiro, com uma porta de madeira escura, bem sóbria. Sobriedade esta que também percebi ao adentrar o recinto, tanto pelos pisos e azulejos, bem como em todas as cabines.


Assim como o restante do banheiro, a cabine que eu escolhi aleatoriamente estava bem limpa. Ali dentro, pude constatar que a decoração mais sóbria também pode ser chamada de antiga, visto que o assento já sentia as marcas do tempo.


Tirando isso, entretanto, o resto estava muito bem conservado. Na porta, nenhuma pichação. A lixeira em aço escovado colada à parede, dava um toque de modernidade e combinava com o porta papel higiênico logo acima e a válvula de descarga.


O que destoava daquilo tudo era a qualidade do papel higênico. Praticamente transparente, ainda por cima era uma verdadeira lixa, digna de barzinhos, daqueles mais vagabundos. É uma economia na base da porcaria, visto que por causa disso somos obrigados a usar mais papel para uma higiene decente.


O movimento, praticamente nulo, me permitiu tirar fotos sem maiores transtornos. Assim, deu para perceber o aspecto meio “camarim” do espelho de frente às pias.


Cumpri meu objetivo e na saída, descobri mais uma curiosidade argentina que poderia ser muito útil no Brasil. Na parede havia uma espécie de medidor de nível alcoólico. Você coloca uma moeda e assopra na máquina, provavelmente numa piteira descartável. Deixei o banheiro pensando como isso seria útil em tempos de lei seca e que o tempo de sexo e drogas estão cada vez mais longe do rock n’roll.


Cotação: 4 privadas*.
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aeropuerto Ministro Pistarini – Ezeiza/Argentina


Após gostosos 5 dias na capital porteña, era chegada a hora de retornar para a vida real. E, se a ida foi longa, a volta foi mais ainda já que descobri que o voo que eu pegaria havia atrasado. Era tudo o que eu queria. Ficar rodando tal qual peru bêbado, primeiro no saguão do aeroporto, depois dentro do free shop até não aguentar mais.

Olhando pelo lado bom, consegui resolver toda a burocracia de receber o dinheiro dos produtos tax free, fazer o resto das compras que faltavam com calma e ter tempo de sobra de sentar e descansar dentro do setor de embarque. Ou melhor ainda, ir ao banheiro e sentar no vaso mais próximo.

Tenho que admitir que gostaria de ter esperado para realizar minhas atividades, dentro do avião, vide o “quase” da ida. Contudo, nessas coisas a sua vontade vem em segundo plano. Dessa forma, fui à procura de um trono para chamar de meu e os achei ao final do free shop, em um corredor à esquerda.

Assim que o vi, pensei com meus botões, “finalmente um banheiro decente”. Tinha um certo movimento e assim mesmo mantinha o seu asseio. Assim que entro reparo, à esquerda, a disposição das coisas: pias à direita, cabines à esquerda e, nos mictórios ao fundo, um turista acidental.


Acabei por entrar na primeira cabine que vi aberta. Também limpa, lembrava muito alguns banheiros de shopping center. Tinha piso em porcelanato, assim como suas paredes, com lajotas grandes que subiam até a altura da porta. Para evitar o problema com bagagens, providenciava em sua porta um ganho providencial onde pude pendurar minha mochila tranquilamente.


A iluminação era aprasível e indireta, via aqueles spots de teto. Dava para reparar a ventilação presente para os incautos que tivessem quaisquer revertérios de chorizos e afins. O papel higiênico, daqueles de rolos, não era o melhor, nem o pior que já usei. A descarga também era comum, sem nenhuma inovação. Agora, logo ao lado do vaso havia uma espécie de aparelho com uma mangueira ligada ao vaso, que nunca havia visto em lugar nenhum.


Fiquei olhando aquilo, tentando entender a sua utilidade enquanto terminava meus afazeres. Dúvida essa que levo até hoje e até a próxima vez que voltar a Buenos Aires, em mais um relato do Já Caguei Aqui.

Cotação:

3,5 privadas*

*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Hooters – Puerto Madero, Buenos Aires/Argentina


Último dia de 2009 e lá estava eu novamente na capital argentina, já dentro do clima de Ano Novo. Uma viagem inesquecível em vários sentidos e que começou oficialmente com o retorno a um de meus lugares favoritos em Buenos Aires: o Hooters, em Puerto Madero.


Para quem não conhece, o Hooters é uma cadeia de restaurantes com filiais em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, em que o principal atrativo, além das famosas chicken wings, são as garçonetes usando apenas shortinho e camisetinha. Sempre simpáticas, ainda arriscam algumas performances, ao som de músicas animadas. O que à primeira vista poderia ser algo muito bom, não chega a tanto – os shortinhos são americanos, estilo fraldão, as chicas bem mirradinhas e as performances são bem inocentes. Mesmo assim, o ambiente é bem divertido e a comida é ótima.

Era nesse clima gostoso que faria meu último almoço do ano. Uma vez feito o pedido, finalmente pude começar a desacelerar, relaxar e curtir a viagem. Foi nesse momento de puro lirismo e contemplação, olhando para o Rio da Prata que tive o pensamento “preciso ir ao banheiro”.


E assim foi. A decoração do Hooters preza pelo espírito meio praiano, com paredes revestidas de madeiras, tudo bem informal. Já o banheiro me pareceu um pouco mais debilitado do que eu pensava. Talvez pelo fato dele ter uma alta frequência diuturnamente ou ainda não ver uma reforma desde sua inauguração, as instalações deixavam a desejar.


Logo à direita em um cantinho havia os mictórios com um quadro com a página de esportes do jornal do dia. O ideal seria um quadro para cada, afinal todo homem sabe quão inconveniente é estar lá de pé, ao lado de outro homem olhando para o seu lado. Aliás, vale a dica de colocar algum quadro do tipo nas portas dentro das cabines. Quem não gosta de uma leitura para distrair as ideias enquanto está sentado por ali, né?


Divagações à parte, a cabine, assim como todo o banheiro era revestida por azulejos brancos, daqueles mais antigos, do chão até o teto. O piso também parecia estar lá desde que reinauguram o local. Os detalhes em madeira vinham do gabinete abaixo das pias e das divisórias e das portas de cada cabine.

O vaso em si também era marcado pela simplicidade, assim como o assento e o cesto de lixo, daqueles se encontram numa loja de R$ 1,99. A descarga era um botãozinho na parede, bem diferente das nossas válvulas locais, mas que deve ter uma pressão bem fraquinha, vide o cartazete logo acima dele.


Apesar da ótima comida e do clima gostoso, os banheiros do Hooters me deixaram um tanto decepcionado. Nada que me impeça voltar ali, a menos que precise usar desesperadamente seu banheiro.

Cotação:

2 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Aeropuerto Silvio Petirossi – Asunción/Paraguay


A primeira reação das pessoas quando você diz que vai passar o Réveillon fora do país geralmente é “que chique, hein?”. Nesses casos, geralmente uso meu ar blasé e respondo “por que, não é normal?”. Mal sabem elas que, quando se é alternativo, as coisas mudam um pouco de figura: para viabilizar economicamente mais esta ida à bela Buenos Aires, a saída era pegar um voo com uma escala de 6 longas horas durante a madrugada em Assunção, Capital do Paraguai.

Tirando a fila absurda no check-in da TAM no dia 30 de dezembro, o embarque em Guarulhos aconteceu sem maiores alardes. A previsão era de cerca de 2 horas de viagem até lá e, ao final delas, já estava pronto para usar o banheiro do Air Bus. Porém, o alto fluxo de passageiros, ligado ao fato de, logo na minha hora, o avião entrar em turbulência me impediu a façanha. Mal sabia eu que o destino me reservava algo muito mais interessante.

Ao pisar em terras paraguaias, percebi que o principal aeroporto daquele país tinha um quê de rodoviária, sem ar-condicionado e muitos ventiladores. Minha esperança de passar boa parte do tempo de espera no free shop também foi por água abaixo quando vi todo o saguão de lojas fechado. Seria uma espera pior do que eu pensava. Para compensar, ao menos o banheiro, próximo de um quiosque de produtos Habanna, estava aberto e à minha disposição.



Pela decoração, era de se supor que o banheiro não havia passado por uma reforma, desde sua inauguração. Não era de todo mal, contudo eram perceptíveis as marcas do tempo, nas manchas dos espelhos ou nas faltas de ralos e espelhos de interruptores. Logo após as pias, estava o corredor com as cabines à minha esquerda e os mictórios à direita. Acabei por escolher o segundo deles de forma aleatória e entrei. De uma certa forma, foi uma escolha inesquecível.


Como todos sabemos, já peguei uma certa bagagem em banheiros de aeroportos, vide minhas aventuras em Congonhas e Fortaleza. Mas não sei, quiçá por ser o meu banheiro internacional, achei tudo muito pitoresco. As instalações em si eram simples e não deixavam nada a desejar. Vaso, porta, lixinho, tudo dentro dos conformes. Não estava um primor de limpeza, é verdade; no entanto, percebi que os piores culpados eram os próprios usuários. Afinal, quais as chances de você ter que usar um papel higiênico todo furado com queimaduras de cigarros?

Outro fator muy entretenido da experiência foram as pichações que encontrei ali, uma mais divertida que a outra. Tinha ranking de companhias aéreas, declarações de amor para as aeromoças da TAM, rabiscos em geral, um verdadeiro tratado antropológico daquele microcosmo.



Era a leitura que eu precisava para que eu pudesse terminar minhas atividades ali de forma tranquila. 31 de dezembro ainda estava em seus primeiros minutos e eu, com o perdão do trocadilho, já estava cagando para aquela escala no Paraguai. É, seria uma espera entediante mas, definitivamente, sem apertos.


Cotação:

2,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Posto Rede Bandeirantes, Rodovia Ayrton Senna – Mogi das Cruzes/SP

Todo mundo tem sonhos. Muitos querem ser astronauta, outros presidente e alguns malucos querem ser correspondentes do JCA. 

Hoje o sonho de um deles torna-se realidade. Gláucio Machado, fã ardoroso da proposta do blog, sempre foi ávido por participar com suas histórias. Depois de convencido de seu potencial e de muitos e muitos testes e provações, a espera valeu a pena. Apresento abaixo o seu debut. Que seja o primeiro de vários. Enjoy!

Por Gláucio Machado, correspondente.

“Não foi fácil me tornar um correspondente oficial do JCA. Além de muita conversa com o dono da “bagaça”, também foi necessário relatar diversas situações (algumas bizarras, outras mais ainda) para poder obter este importante cargo. Pra começar o trabalho, relatarei a experiência que tive ao utilizar o banheiro da rede Postos Bandeirantes.

Como trabalho com Pós-Venda, maior parte do meu trabalho é feito nas ruas, ou seja, ando mais do que notícia ruim e, consequentemente, conheço diversos locais que são o objeto principal de avaliação deste famigerado blog.


Ao visitar um cliente em Mogi das Cruzes, resolvi fazer um pit-stop no “último posto da Rod. Ayrton Senna” (como já indicava uma placa alguns quilômetros antes) para tomar um simples café expresso. A parada foi feita no Posto BR, localizado no Km 29 dessa rodovia.


No momento em que pedi meu cafezinho, percebi que a parada não seria tão rápida e simples assim. Após tomar o café, me dirigi até o carro para deixar alguns pertences como carteira e celular, pois não queria ser perturbado neste momento tão sublime.

Ao entrar no banheiro, a primeira impressão foi sensacional, pois se não me falha a memória, este banheiro foi reformado há algum tempo e o mesmo encontrava-se limpo e com um aroma agradável. Além da iluminação do banheiro, a iluminação natural ajudava a manter o banheiro bastante claro.

A escolha da cabine foi bastante simples. Sempre escolho a que penso ser a menos utilizada, ou seja, a última cabine. Penso isso, pois se alguém quer praticidade e agilidade, a escolha será sempre a que estiver mais perto. Puro engano: logo que entrei, vi que o cesto de lixo estava quase cheio, porém isso não iria atrapalhar o rendimento do meu objetivo.


Não havia protetor de assento nas cabines, mas a escolhida não se encontrava suja e nem com o chão molhado. Ponto positivo para o local.

Devido às condições do local imaginei que seria um descarrego tranquilo, porém, a vida é mesmo uma caixinha de surpresa e NUNCA que eu ia imaginar que o maldito assento estava quebrado. Ao sentar (ou tentar ficar sentado), comecei a sambar mais do que as musas de baterias do carnaval.


Após encontrar o baricentro e estabelecer o equilíbrio entre corpo e assento quebrado, passei a me concentrar ao trabalho que fui fazer. Algo que me chamou a atenção foi a limpeza da porta. Não havia nenhum anúncio como ocorrido no post de novembro de 2008 e a funcionalidade da tranca estava perfeita.

 
Apesar do contratempo do assento quebrado, o objetivo principal foi alcançado. Saí do local mais leve e pronto para continuar a minha viagem”.

Cotação: 3 privadas*
*Sendo, 1 privada péssima e 5, ótima!