quinta-feira, 21 de maio de 2009

Espaço Unibanco de Cinema, São Paulo/SP


Era para ser apenas mais um domingo qualquer de fevereiro. Assim, após um delicioso almoço, estava de bobeira na paulicéia, quando tive a ideia de pegar um cineminha à tarde. Assim, desci a Av. Augusta e adentrei no Espaço Unibanco de Cinema, lugar simpático e sempre com boas opções de filmes.
Na programação, um filme com várias indicações ao Oscar, “Foi Apenas um Sonho”, com Leonardo DiCaprio e Kate Wislet. Parecia a opção mais interessante e também começaria em meia hora, o que uniu o útil ao agradável. Sem muita escolha, aproveitei para dar uma visitada na livraria lá dentro mesmo.
Acabou que essa espera que, em princípio, poderia ser uma maçada − maçada? Devo estar lendo muito Nelson Rodrigues – para mim fora de grande valia. Isso pelo fato de que o almoço, apesar de ótimo, tinha rebatido meio errado no estômago e já estava louco para sair. Com esse incidente em vista, totalmente fora da programação, os livros pra lá e fui ao banheiro masculino, no hall principal.

Chegando mais próximo, algo me deixou intrigado de cara: fila no banheiro masculino? Como todos sabemos, esse tipo de coisa só acontece nos femininos e já percebia nos meus companheiros de espera o mesmo pensamento. Foi aí que percebi que o banheiro era, literalmente, uma portinha, resumindo-se a somente um vaso e uma pia. Estava mais uma vez naquelas situações em que não havia escolha. Dessa forma, coloquei o constrangimento de lado e entrei para fazer o que tinha que fazer.
Lá dentro, percebi que não era tão pequeno como parecia de fora e era, até certa forma, confortável. Suas paredes, forrada por azulejos brancos, com alguns detalhes em azul, eram comuns a tantas outras, assim como o papel higiênico daqueles de rolo, protegido em um compartimento adequado.
Novidade mesmo era que, ao seu lado também havia outro, com papel especial para o assento. Ainda raro na grande maioria dos banheiros é uma opção que não apenas contribui e muito para a higiene, também evita aquela situação ridícula de ficar cortando pedacinhos de papel higiênico para colocar no assento antes de começar qualquer coisa.
Não havia janelas, apenas um sistema de ventilação que não ia dar conta certamente do que eu estava fazendo ali. Por isso mesmo, demorei um pouco mais que esperava e saí sob os olhos de reprovação da fila, imensa para os padrões masculinos. Mas pena mesmo, tive do infeliz que era o próximo da fila, que teria que enfrentar a bomba biológica que ainda pairava no ar lá dentro.

Consciente da gafe, entrei rapidamente no escurinho do cinema, em busca de um final feliz, antes do início da sessão.

Cotação: 3 privadas*
* Sendo, 1 privada péssima e 5, ótima!
PS: em breve mais fotos.
PS2: o filme em si não era tudo isso.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Aeroporto Pinto Martins, Fortaleza/CE


19 de janeiro. Após 12 dias intensos e de muitas aventuras por lugares incríveis, eis que minha jornada por terras cearenses chegava ao seu final. E essa volta seria non-stop, saindo 2 da tarde de Jeri para parar apenas já em São Paulo, um pouco antes das 6 da matina do dia 20.

A viagem para Fortaleza ocorreu sem maiores sobressaltos. Mesmo, assim, 7 horas são 7 horas e o corpo acaba dando sinais de cansaço, de fome e, claro, que iria precisar de um banheiro. Por sorte, essa vontade última acabou por começar quando estávamos na cidade. Por outro lado, me privou de tentar experimentar o banheiro do ônibus, uma vez que naquele momento era impossível qualquer investida, devido ao fluxo de passageiros que atrapalhavam a passagem e que só faziam sair de ponto em ponto.

Um tanto frustrado, pacientemente esperei até o ponto final, já na rodoviária. Chegando lá, contudo, aconteceu o que eu temia: o banheiro era pago. Por uma questão de honra, desdenhei o banheiro, minhas pernas que começavam a trançar e corri para o táxi mais próximo, rumo ao aeroporto.

Por sorte, o Pinto Martins não era longe dali e pude controlar meus impulsos sem maiores preocupações. Fui deixado praticamente em frente ao guichê da TAM e pude fazer meu check-in rapidamente. Sem o trambolho da mala, encontrei logo o banheiro, um pouco mais à direita, meio escondido no final do prédio. Apesar da iluminação meio esquisita, pensei comigo, “vai ser aqui mesmo”.


Não sei se era por estar, literalmente, num canto do aeroporto, aquele banheiro tinha um apecto abandonado. Pode ser que o fato de o saguão estar praticamente deserto naquele ponto ajudasse nessa minha sensação. De qualquer forma, era limpinho e eu não estava com tempo nem saco de procurar uma segunda opção. Lá dentro, suas paredes e chão escuros contribuiam com esse aspecto pesado, meio fantasmagórico, até. Como imaginei que somente um espírito muito zombeteiro resolveria me azucrinar num momento daqueles, dei início ao processo.

Enquanto dava conta dos meus afazeres, não pude deixar de reparar que no teto, também escuro, parecia ter uma colônia de ácaros, fungos e afins que viviam ali desde a inauguração do aeroporto.



O vaso, papel higiênico e descarga em si apresentavam mais do mesmo. O assento, meio amarelado, parecia que tinha conhecido mais bundas peludas que um proctologista, porém ainda mantinha um certo conforto.


Por uma chalaça do destino, minha série de posts de férias tinha que terminar também num aeroporto. E, por motivos diferentes, acabaram coincidentemente com a mesma nota.

Cotação: 2,5 privadas*
*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vila Kalango – Jericoacoara/CE

Última tarde em Jeri e a maratona de mais de 10 dias tomando sol e de pé na areia começavam a fazer efeito. Já não tinha mais tanta paciência para aquele calor todo e delirava com a possibilidade de estar num shopping center qualquer, curtindo todo o conforto do ar condicionado e um piso lisinho, só para variar. Pensava em heresias desse naipe, no momento em que alguns de meus amigos mochileiros do Piauí me chamaram para ver alguns deles numa aula de windsurf.

Apesar da empolgação deles, o preço do minicurso estava tão salgado quanto a água da praia logo em frente, o que me fez desistir de participar. Dessa forma, fiquei incumbido de ser o fotógrafo oficial da parte teórica na areia, o que era tudo, menos empolgante. Pior, à medida que ia me entendiando ao ouvir como se equilibrar, manusear a vela e tudo o mais, ia me dando uma vontade incomensurável de procurar um banheiro.

Estava numa situação delicada. Não podia deixar a câmera jogada lá, enquanto eles entravam no mar. Tampouco podia levá-la embora, pois mal sabia onde eles estavam hospedados. Era um dilema que fazia trançar minhas pernas, quando outro mochileiro, esse de Pernambuco, apareceu. Foi a minha salvação – como também era brother deles, deixei com ele a missão de registrar aqueles momentos, enquanto eu ia registrar outro bem mais importante logo ali.

O logo ali no caso era a Vila Kalango, pousada e restaurante de alto padrão, onde os piauienses contrataram o instrutor. Visto que tinha um restaurante e era todo aberto eu, tal qual um cachorro que entra numa igreja, fui entrando como se fosse um dos hóspedes, passando pelas mesas já vazias – eram cerca de 4 da tarde – indo direto e reto para o corredor que me levaria ao banheiro.


E não é que acabou sendo uma escolha mais que acertada? As instalações seguiam uma espécie de decoração rústica-chique. Era tudo feito, basicamente, de barbantes, palhas e madeira trançada, entre quatro paredes bem espaçadas de tijolos, que davam a impressão (e só a impressão, claro) de serem sem acabamento. O chão, daqueles batidos, tinha uma coloração meio mostarda, também interessante.


O vaso, simples, ornava com o restante do local, mas era acompanhado de uma duchinha, para casos mais extremos. O papel higênico era de boa qualidade e tinha ao seu lado uma plaquinha bilíngue, o que mostrava a quem aquele restaurante desejava receber na verdade.


Sua iluminação, toda indireta vinha, parte das frestas da janela acima do vaso, parte das luminárias que ladeavam o espelho. A toalha era limpa e felpuda, uma raridade. E a pia, era uma bacia reaproveitada de modo bastante criativo, bem como a colocação do encanamento e da torneira.


Em meio a tantos banheiros exóticos que experimentei durante aquela viagem até então, esse veio para redimir todos os outros com louvor. Considerando a sofisticação da pousada, deve ser meio caro fazer suas necessidades ali. Mas definitivamente vale a pena, especialmente quando é de graça.

Cotação: 4,5 privadas*

*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sítio Paraíso - Jericoacoara/CE

Após tantas excursões durante minha estada em Fortaleza, já estava meio de saco cheio de passeio turístico. Porém, Jericoacoara tem lá as suas belezas e eu precisava vê-las com meus próprios olhos. Pensava nisso quando apareceu no hostel um grupo de mochileiros do Piauí, querendo fechar um grupo para num combo que incluía, a priori, a famosa Pedra Furada, passeio pelas dunas e as lagoas Azul e Paraíso.

Pelo custo x benefício da coisa, até que foi divertido. E a parada para o almoço no restaturante Sítio Paraíso, de frente à lagoa de mesmo nome, veio na hora exata. Isso porque não só a fome já batia forte, mas também o balanço da jardineira pelas dunas havia batido fundo no estômago e me deixado pronto para conhecer o banheiro mais próximo.

Saí à procura pelas dependências do local e nada. Foi nessa hora que percebi que ele ficava numa casinha separada do resto do complexo. Sem muita escolha, fui me acostumando com o estilo roots do local e fiquei mais à vontade para fazer o que tinha que fazer por ali.

Ao entrar na cabine, me embasbaquei de cara: havia um plástico envolvendo todo o assento. Será que logo num banheiro tão simples encontraria algo tão raro até em WC’s mais sofisticados? Não, realmente não era esse o caso e aquele era filho único por ali. Vai ver algum gringo de passagem e extremamente prevenido trouxe consigo um kit higiene para evitar germes ou coisas piores. De qualquer forma, tirei a traquitana e o substituí pelos sempre eficientes papéis higiênicos.


De resto era tudo extremamente funcional. O azulejo meia-barra, a descarga de cordinha... Agora o papel higiênico não fazia jus ao nome, colocado num cantinho no chão. E, considerando que já estava em um ponto de não retorno do processo, tive que improvisar com o que tinha ali. A iluminação era natural e vinha do espaço entre a cabine e o telhado, o que dava também uma maior ventilação ao recinto.


Um banheiro certamente melhor qualificado para a realização do nº 1 do que para o nº 2, mas que pode ser útil deveras, dependendo do seu espírito de aventura.


Cotação: 2 privadas*

* Sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pousada Tirol – Jericoacoara/CE


15h em Fortaleza. Após despedir-me de meu companheiro de viagem, que voltaria naquela noite para São Paulo, eis que iniciava a minha viagem solo para Jericoacoara. A aventura já começa no próprio trajeto, cerca de 6 horas de ônibus, mais 1 hora numa “jardineira”, um caminhão adaptado com bancos na carroceria, por entre dunas e mais dunas. É você, literalmente no meio do nada e num breu danado, ao som do motor, que contrastava somente com o silêncio sepulcral dos passageiros, muitos deles gringos, provavelmente com receio de que se o motorista quisesse, eles nunca mais seriam vistos vivos, no melhor estilo “Turistas”.

Mas tudo isso compensa quando você entra na vila. Eram mais de 22h30 e, do nada, aparece a ruazinha principal, feita somente com a própria areia da praia, toda iluminada pelo comércio, barzinhos e repleta de pessoas, falando todas as línguas do mundo. É simplesmente mágico e só quem conhece lá pode explicar. Mágica que também tive que fazer, ainda que meio abestalhado com aquilo tudo, para levar minha mala de rodinhas por aquele areial todo até a minha pousada, na outra rua.

Chegando na Tirol, tratei de ver o quarto que eu dividiria com mais 3 elementos, que variariam umas duzentas vezes durante toda a minha estada. Os três da vez estavam no décimo sono, assim, tratei de deixar a mala e sair para um primeiro reconhecimento do local. Encontrei a praia, a duna do pôr-do-sol, além de vários carrinhos de bebida, onde fiz logo amizade e, sedento, pedi as primeiras Cubas daqueles dias. Mas, como já era quase 1 da manhã, meu corpo pedia por um descanso pelas horas de ônibus e, principalmente, por um assento no banheiro mais próximo, antes de dormir.

Uma vez que não queria acordar meus colegas de quarto e, à primeira vista, o banheiro do quarto estava um aguaceiro só, resolvi enfrentar o externo, utilizados por quem acampa no albergue.


Tenho que admitir que o aspecto selvagem dele me instigou logo de pronto. Ele era todo feito de palha entrelaçada e madeira, enquanto que por dentro, suas divisões eram de alvenaria. Uma árvore no meio do local funcionava como uma coluna principal. Seu chão era de piso batido, vermelho, daqueles que se encontra apenas em casas bem antigas ou simples. Suas paredes, coloridas, davam um aspecto ainda mais pitoresco. Nada que se compare ao papel higiênico, pendurado de forma engenhosa, em um dos cantos. O vaso deve ter algum histórico de abusos, uma vez que ao seu lado havia um desentupidor pronto, caso a caixa d’água não aguentasse o tranco.




O local era bem ventilado e a noite estava mais que agradável para que eu realizasse minhas atividades, ao som do coachar das pererecas que eu encontrei pelo caminho, mesmo tendo escolhido o banheiro masculino. E, com tantas peculiaridades, ele ainda conseguia ser limpo e agradável o bastante para que eu pedisse bis, sempre que necessário. Recomendável, tanto para os gringos que querem um contato maior com a natureza no nosso Brasil varonil, quanto para quem apenas responde um chamado da natureza.

Cotação: 3,5 privadas*

*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mercado Central, Fortaleza/CE



Últimas horas em Fortaleza e eu e meu amigo resolvemos pegar nossas últimas forças e dar uma volta pelo centro da cidade, seguindo algumas dicas de nosso guia do dia anterior. Entre elas, estava a visita ao Mercado Central, lugar onde se encontram todas aquelas quiquilharias hippies e tranqueiras regionais que você leva para seus parentes a preços módicos. Ou então, produtos bem mais caros, literalmente para holandês ver. São 4 andares de lojas e mais lojas, para serem visitadas com tempo e paciência, coisa que já não tínhamos mais naquela altura do campeonato.

Mesmo assim, demos uma chance para o tal mercadão. Visitamos cada um dos andares, a procura de um abridor de côco para o pai do meu amigo e vendo o ambiente geral. Eu, que não estava a procura de nada, subitamente percebi que precisava procurar algo muito importante: um banheiro.

Após a compra da traquitana e muita camelada, conseguimos, enfim, achar o banheiro. Mesmo com a placa em diversas línguas, o gringo teria que ser corajoso para entrar ali. Não fedia, é verdade, contudo era perceptível que o local era utilizado deveras pelos locais, visto que o chão, meio molhado, estava todo sujo.



Ao me deparar com a cabine, mais uma supresa: não havia papel higiênico. O compartimento com o rolo que deveria estar ali, encontrava-se pendurado na parte de for a, fazendo as vezes de papel-toalha para quem lavava as mãos. Quase pego de calças na mão, tive sair e separar a quantidade necessária para realizar a operação.



E seu eu estivesse numa emergência, estaria realmente perdido. Uma vez lá dentro, tive muita dificuldade para trancar a porta, daquelas de plástico, que insistia em não encaixar corretamente. As paredes, também de plástico, além de não dar a privacidade necessária, eram utilizadas tanto como cinzeiros, como espaço para as já célebres pichações, bem contrastantes, aliás. Iam, do cristão “Jesus te ama” a uma bomba prestes a explodir. Para completar a cena, ainda havia um rodo que, so invés de ser usado para a limpeza do local, estava pendurado de cabeça pra baixo num dos cantos.



Considerando que o Mercado Central fora contruído especialmente para receber turistas, bem que poderiam ter tido um pouco mais de cuidado nos banheiros. De porcaria, já basta as coisas vendidas ali.

Cotação: 1,5 privadas*

*sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Beach Park, a 16 km de Fortaleza/CE


Só quem está de férias sabe como é bom poder acordar tarde numa deliciosa e quente segunda-feira de janeiro. Menos para quem está em Fortaleza e quer fazer todos os passeios possíveis e imagináveis em apenas 5 dias. Assim, lá fomos eu e meu amigo rumo ao famoso Beach Park, em mais uma excursão logo cedo pela manhã.

Dessa vez o caminho era mais curto, então em um pouco mais de uma hora já estávamos no local. Pelo caminho, o guia informava a todos como funcionava o Beach Park, perguntava a todos quem desceria e quem não desceria no Insano – principal atração do lugar, um escorregador do tamanho de um prédio de 14 andares – e o principal, que para entrar no parque aquático, cada um de nós teríamos que desembolsar 95 pilas. Considerando que estávamos precisando de um bom descanso devido ao ritmo acelerado daquelas férias, resolvemos ficar apenas no complexo e aproveitar a praia e o dia de sol.

Não sei se foi a melhor opção, mas certamente foi a mais barata. Na verdade, o lugar em si é bonito, mas bem sem gracinha. Além disso, os preços lá dentro estavam bem salgados, em relação a qualquer outro que visitamos até então. Sem muita escolha, ficamos bundando lá até a hora de voltar. E nisso de ficar bundando, percebi que precisaria fazer isso em um lugar mais apropriado. Assim, lá fui eu conhecer o banheiro principal do Beach Park.

Era um quioscão, cuja entrada era feita por um lance de escadas que vai para o subsolo. Na entrada, encontram-se as pias e o espelho. Entrando à direita, uns 2 ou 3 mictórios de cada lado e ao fundo, enfim, as cabines que eu tanto procurava.


Numeradas de 1 a 3, aquelas cabines fizeram que eu me sentisse na Porta dos Desesperados. Só faltou mesmo o próprio Sérgio Mallandro aparecer lá para me azucrinar para escolher uma. Ao tentar a porta nº 1, vi que o mesmo estava todo sujo; tentei a nº 2 já esperando que um gorila saísse de lá, mas só estava bem judiado mesmo. Sobrou a nº 3 que, sorte minha, estava em condições de uso.

A cabine era bem iluminada, devido ao pé direito bem alto do recinto. A parede estilo meia-barra dividia-se entre azulejos quadrados em tons de azul e a parede, também azul, com algum fru-fru decorativo que ficou meio brega. O vaso não comprometia; tampouco o papel, daqueles de rolo, porém acondicionado em um compartimento em forma de losango. Diferente, mas não necessariamente bonito.



Limpo no geral, o banheiro era mediano no geral, sem grandes novidades. Nada empolgante, bem como o próprio dia no Beach Park.

Cotação: 3 privadas*

*sendo 1 privada péssimo e 5 privadas, ótimo!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Barraca “O Casqueiro” – Canoa Quebrada/CE



Motivos para visitar Canoa Quebrada não faltam. Um lugar onde você encontra belas falésias, dunas monumentais para descer de buggy e tirolesa, além de diversas barracas na areia da praia – praia essa tragada pela maré, que sobe absurdamente horas mais tarde e que parece querer engolir tudo o que estiver pela frente. Entre as diversas barracas, devidamente suspensas para evitar o avanço das águas, está a “O Casqueiro”, também conhecida como a “Do Símbolo”, ponto de encontro de nossa excursão.

O símbolo, formado por uma lua e uma estrela, é a marca registrada de Canoa Quebrada. Diz a lenda que um marroquino mandou esculpi-lo numa das falésias para se desculpar com Alá, pela esbórnia que fez naquelas terras durante os fanfarrônicos e alucinógenos anos 60. E o local onde esse ícone havia sido esculpido originalmente fora justamente próximo dessa barraca.

Voltando do passeio de buggy, chegamos com a maré enchendo e o estômago vazio. Assim, entramos na barraca e pedimos uma deliciosa moqueca de arraia, que ficou melhor ainda acompanhada de algumas caipirinhas. Foi nesse momento que me lembrei que tinha assuntos ainda não totalmente resolvidos desde aquela manhã, na Churrascaria Beberibe. E, após um “De novo?” abismado de meu amigo, fui até o banheiro.



Como praticamente todo o bar, o banheiro também era quase todo feito de madeira. Inclusive o seu chão, onde logo embaixo dava pra ver e ouvir o mar, que batia fortemente na falésia, logo atrás. Suas paredes, uma vermelha e outra laranja, não traziam exatamente o melhor esquema de cores para quem precisa de tranquilidade. O papel, daqueles de rolo, também não apresentava grandes novidades.

O movimento da maré constante fez com que tudo fluísse o mais naturamente possível. Na hora de descarga notei que o vaso era daqueles de caixa d’água, ecologicamente mais correto ou, puramente uma coincidência, devido à impossibilidade de se colocar uma com válvula. Simples, porém limpinho, pude terminar minha missão ali sem maiores delongas.



Cotação: 3 privadas*
*sendo 1 privada péssimo e 5 privadas, ótimo!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Churrascaria Beberibe, a meio caminho de Canoa Quebrada/CE



Vida de turista não é fácil. Especialmente quando se quer abraçar o mundo, saindo para conhecer a vida noturna de Fortaleza, sem deixar de fazer os passeios no dia seguinte. Era com esse pensamento que eu e meu companheiro de aventuras esperávamos o ônibus da companhia de turismo às 7 da matina que nos levaria até Canoa Quebrada.

Um pouco mais longe que a praia de Cumbuco, o caminho até Canoa Quebrada serviu para recarregar as baterias, entre um cochilo e outro. Assim, quando o ônibus fez um pit stop na Churrascaria Beberibe, especialista em carne de avestruz, já estava mais que pronto para descarregá-las no banheiro mais próximo.

Passava das 8h30 e a parada era rápida; dessa forma, fui direto ao assunto. Parada de caminhoneiros e de excursionistas profissionais como eu, o recinto era um tanto quanto acanhado, mas no geral as instalações eram até arrumadinhas. De cara não gostei muito do rolo de papel na minha cabeça, nada prático. O cestinho, daqueles de plástico todo furadinho, dava um ar meio 80’s. Mesmo focado nos meus afazeres, percebi que um dos mictórios anteriores à cabine era bem mais próximo que eu imaginava. Porém, não imaginaria nunca que, de repente, haveria um pé quase que entrando por debaixo da minha porta.



Nessas horas, por mais que você esteja na vontade, a situação torna-se constrangedora. Não tem como ficar à vontade com um pé testemunhando tudo que eu estava fazendo ali. De qualquer forma, acabei terminando tudo de forma protocolar, com a sensação que poderia ter feito mais se aquele sapato não tivesse ali, me intimidando. Algo que se confirmaria mais tarde, naquele mesmo dia…

Cotação: 2 privadas*

*sendo 1 privada péssimo e 5 privadas, ótimo!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Velas do Cumbuco - Praia do Cumbuco/CE



“Se o banheiro já está assim agora, imagina só no final do dia?”. Foi com esse cartão de visitas, dito por um pai que saía com o filho, que enfrentei o banheiro do Velas do Cumbuco, complexo de entrenimento e lazer, localizado entre as dunas da praia de mesmo nome, perto de Fortaleza.

Apesar do conforto do ônibus, acordar cedo e encarar duas horas de viagem não são mole, ainda mais com o DVD de Cláudia Leite que passava sem parar nas televisões do veículo, não nos deixando dormir direito. Pelo menos, num momento cultural, valeu para descobrir que, de acordo com as legendas em inglês de uma das músicas, enfiar o pé na jaca é “do all the no-no’s”.

Eram pouco mais de 9 da manhã e eu mais meu amigo de viagem estávamos prontos para pegar um passeio de buggy com emoção, parada para skibunda e tudo o mais oferecido aos turistas que vieram naquele dia conosco. A guia que nos trouxe controlava a turba, ajudando no fechamento dos pacotes, mas àquela hora da manhã já tinha algo em mim que começava a sair de controle. Assim, antes que eu fizesse feio em algum susto na descida das dunas, tratei logo de “do all de no-no’s” no banheiro mais próximo.



Realmente para o horário a limpeza não estava das melhores. Já tomado pela lama, o chão estava bem nojento. Parecia, na verdade, que o local tinha sido vítima de uma reforminha bem meia-boca, onde se trocaram os pisos, colocaram algumas pastilhas e olhe lá. Além disso, as instalações eram muito aquém do esperado, a começar pela porta da cabine que escolhi que não fechava, o que sempre pode resultar que alguém o pegue de calças na mão. Quem diria que passaria mais emoções no banheiro que no buggy?





Tenso e nada à vontade terminei o mais rapidamente possível e apertei a indefectível cordinha da descarga. Apesar de nada divertida, a experiência no banheiro lá em Cumbuco destoa do resto do complexo, onde pude passar o restante do dia sem maiores problemas e bem mais relaxado.



Cotação: 2 privadas*

* sendo 1 privada, péssimo e 5 privadas, ótimo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Coco Beach - Praia do Futuro, Fortaleza/CE


Férias! Estava, enfim, na bela Fortaleza, onde passaria os próximos 5 dias conhecendo os principais pontos turísticos, baladas e, como não poderia deixar de ser, muitos banheiros. E, acompanhado por um grande brother que chegara dias antes, optamos por fazer a primeira parada de todo turista que chega à Capital do Sol: ir direto para a Praia do Futuro.

Para quem não conhece, a Praia do Futuro tem esse nome porque foi uma das últimas praias a serem ocupadas em Fortaleza. Fato que foi bem utilizado numa das propagandas dos empreendimentos da época, que tinha os dizeres “Venha morar na Praia do Futuro”. Depois disso, o nome acabou caindo na boca do povo e o resto é história, contada pelos guias locais. Hoje, a praia é conhecida pelas suas inúmeras “barracas de praia” , de infraestrutura impressionante, com restaurante, mesinhas à beira-mar, palco com banda ao vivo, piscina, espaço zen com massagistas à disposição, playground e muito mais. Entre esses, está o Coco Beach, onde resolvemos parar e passar o dia.



Ávidos por um refrescante mergulho, fizemos aquele reconhecimento básico do local e arrumamos logo uma mesinha na faixa de areia mesmo para fazermos os pedidos, afinal já passava do meio-dia e nossa fome ainda estava no horário de verão. Toda aquela emoção, de finalmente estar em terras cearenses, curtindo aquele sol, naquele clima gostoso mexeu com algo dentro de mim. E, antes que nosso baião-de-dois chegasse, decidi antes dar uma passada no WC.

Apesar do nome inspirador, os banheiros do Coco Beach não deixavam nada a dever a tantos outros, que já tive a chance de conhecer. Considerando a capacidade de pessoas atendidas no quiosque – era quinta-feira e estava lotado – o local, que tinha tudo para ficar num estado precário, repleto de areia e lama, estava apenas ligeiramente úmido. Construído com lajotas grandes, tanto no chão como na parede, tinha aspecto de novo. Suas cores, claras e em tons pastéis, ajudavam a iluminação natural que vinha do teto. Tudo dentro dele, da latinha ao porta-rolo do papel higiênico era de plástico, o que evita marcas de ferrugem ou o efeito da maresia.







Não era muito movimentado, o que me permitiu cuidar de meus assuntos de forma sossegada e sem pressa, bem ao ritmo do local. Com sunga e bermuda devidamente recolocadas, pude voltar todo pimpão e mais leve para a praia, levando uma ótima primeira impressão daquela singela e gigantesca “barraca”.



Cotação: 4 privadas*

*sendo 1 privada, péssimo, e 5 privadas, ótimo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Aeroporto de Congonhas/SP



7 de janeiro de 2009. Último dia de trabalho, início das férias. Após um dia com surpresas até os 45 do segundo tempo na agência, deixo todos meus problemas para trás e saio voando para Congonhas, onde pegaria um voo para as quentes e deliciosas praias do Ceará.

Tal qual um passageiro modelo, cheguei relativamente cedo e fiz logo o check-in, me livrando assim do excesso de peso que carregava comigo. Com tempo de sobra para conhecer as depedências do aeroporto, fiz um happy hour com meu amigo Jack Daniels e percebi que havia mais alguns excessos de que precisava me livrar antes de embarcar. Destarte, lá fui eu conhecer os banheiros do local.

Construído nos anos 1940, Congonhas tem um certo charme em suas linhas e formas, que os aeroportos mais modernos de hoje não possuem. Além disso, por ser uma das pontas da ponte aérea Rio-SP, achei que suas instalações primassem pela limpeza e organização. Razões essas que me deixaram meio que decepcionado ao entrar lá.

Não que eu esperasse música ambiente, obras de arte ou algo assim. Mas o lugar em si é tão funcional quanto o de uma rodoviária. Além disso, ao entrar na primeira cabine que vi, desisti, devido a uma imensa poça d’água no chão, o que me fez mudar imediatamente para a do lado.



Essa, mais limpinha, apresentava um prático porta-objetos de granito, mesmo material que separavam as cabines umas das outras, onde pude guardar minha mochila com segurança, bem acima da minha cabeça. O papel higiênico era daqueles de rolo, também sem grandes frescuras. A porta, entretanto, me reservou vários motivos de distração, com diversas frases de efeito; as que tiravam sarro de sãopaulinos, bem como as clássicas, já comuns em vários banheiros. Havia até uma pixação mais artística do Pão de Açúcar, feita, por algum carioca saudoso de sua terra.







Talvez por toda a expectativa que reservava a um dos mais movimentados aeroportos do país, saí com a impressão que essa experiência poderia ter sido bem melhor.

Cotação: 2,5 privadas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Caiu do Céu – Trindade/RJ



Nada como começar o ano ao lado de quem mais gosta. Assim, após passar a festa do Reveillón na charmosa Paraty, eis resolvi passar o primeiro dia do ano nas lindas praias de Trindade, cerca de 15 km dali.

Ah, Trindade. Outrora um tranquilo vilarejo onde hippies e pescadores viviam em completa harmonia, agora fora invadida por uma horda de turistas que se empoleiram nas dezenas de pousadas que tomaram a ruazinha principal. Após enfrentar um legítimo engarrafamento paulistano, finalmente cheguei à Praia do Meio com sede, fome e louco para achar um banheiro. Não por acaso, sentei nas mesas do quiosque “Caiu do Céu”.

Após saborear uma caipirinha feita com cachaça da terra, fui ao encontro do garçom e perguntei-lhe sobre as instalações do local. Solícito, o rapaz me disse que não havia banheiro masculino, apenas feminino, mas devido ao caso, abriria uma exceção.

Estava me sentindo um privilegiado. Como todos sabemos, o banheiro feminino é muito mais limpo que o masculino, portanto, garantia de uma ida sem maiores percalços. Porém, ao entrar e abrir a porta, a surpresa: não tinha assento!





Pobres meninas. Se dependessem daquelas quatro paredes, estariam perdidas. Tirando o assento, as instalações até que não deixavam muito a dever a qualquer outro lugar. A Iluminação era natural e a descarga era aquelas de cordinhas. Pelos azulejos e piso, parecia ter sido construído ou reformado há pouco tempo. Mas o espaço do local era realmente acanhado, o que dificultava o espaço de manobra, principalmente quando se está de cócoras.

Por sorte, pude concluir o serviço rapidamente, o que me evitou maiores estresses. Tenho que admitir que foi uma experiência nova realizar minhas necessidades à moda dos índios e, de quebra, fazer um bom trabalho de pernas. Contudo, é algo que, se puder evitar, não faria novamente.

Cotação: 2 privadas.